Clima endoidou

A passagem de uma frente fria pelo região Centro Sul de Goiás, durante o final de semana (12 a 14/06/2026), provocou mudanças significativas nas condições atmosféricas, resultando em chuvas expressivas em diversos municípios. O sistema frontal favoreceu o aumento da nebulosidade, a formação de áreas de instabilidade e a ocorrência de precipitações que, em muitos locais, superaram a média climatológica esperada para todo o mês de junho.
Segundo as Normais Climatológicas 1991-2020 do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a precipitação média para o mês de junho em Catalão é de apenas 11,2 mm, caracterizando este período como um dos mais secos do ano. Entretanto, somente entre os dias 13 e 14 de junho de 2026, os volumes acumulados ultrapassaram esse valor em diversos municípios da região.
Em Catalão, a Estação Meteorológica Convencional registrou 5,4 mm no dia 13 e 8,0 mm no dia 14, totalizando 13,4 mm. Já o pluviômetro do CIMEHGO contabilizou 7,4 mm e 19,4 mm nos respectivos dias, acumulando 26,8 mm, mais que o dobro da média histórica mensal de junho.
Os acumulados (12 a 14/06/2026) registrados pelo CIMEHGO foram:
• Goiandira: 22,0 mm;
• Davinópolis: 17,8 mm;
• Nova Aurora: 45,2 mm;
• Ouvidor: 39,4 mm;
• Ipameri: 39,8 mm;
• Cumari: 30,2 mm;
• Anhanguera: 38,0 mm.
A ocorrência dessas chuvas em pleno período de estiagem evidencia a influência da frente fria, que conseguiu romper temporariamente o padrão atmosférico, permitindo o avanço de umidade e o desenvolvimento de instabilidades. Além de proporcionar temperaturas mais amenas, as precipitações contribuíram para elevar a umidade relativa do ar, reduzir a concentração de poeira e diminuir temporariamente o risco de queimadas.
Após a passagem da frente fria, uma massa de ar frio de origem polar avança sobre a região, provocando queda das temperaturas mínimas durante as madrugadas e ao amanhecer ao longo desta semana. Durante a passagem da frente fria, também foi registrada a ocorrência de queda de granizo no distrito de Pires Belo, em Catalão. O fenômeno esteve associado à formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical (cumulonimbus), favorecidas pela instabilidade atmosférica provocada pelo avanço do sistema frontal.
Informações: Professor Rafael de Ávila Rodrigues
Laboratório de Climatologia IGEO/UFCAT
FONTE: INMET/CIMEHGO

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Alan Ribeiro
Alan Ribeiro

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