Mais respostas ou mais presença?


Josimar Salum

Que perguntas fazemos o tempo todo sobre Jesus, Deus e as Escrituras?

Quantos anjos existem? Como exatamente será cada detalhe dos novos céus e nova terra? Qual é o nome do anticristo? Quem são os dois testemunhos do Apocalipse?
Qual era o espinho na carne de Paulo? Quem escreveu Hebreus? Como exatamente Deus fez cada detalhe da criação?

Muitas vezes, perguntas que, para muitos, parecem profundas e complicadas, mas que servem apenas para satisfazer a curiosidade e alimentar discussões que pouco ou nada transformam.

Gastamos tempo tentando desvendar mistérios, detalhes e questões que, frequentemente, não influenciam em nada nosso andar com Deus, nossa vida com a família e nosso relacionamento com o próximo.

Enquanto isso, perguntas mais simples e essenciais muitas vezes ficam esquecidas:

Estou obedecendo ao que Jesus me ensinou? Estou perdoando? Estou amando? Estou servindo? Estou vivendo em verdade? Estou sendo humilde? Estou cuidando daqueles que Deus colocou perto de mim? Estou guardando minhas palavras? Estou negando a mim mesmo?

Há perguntas que apenas alimentam o intelecto. Há outras que confrontam o coração.

Nem todo conhecimento produz vida. Nem toda curiosidade produz transformação.

Muitas vezes, aquilo que mais precisamos não é de mais informações sobre Deus, mas de mais obediência a Deus.

As Escrituras só podem ser entendidas no Espírito, por revelação de Deus. O conhecimento precisa vir de Deus e não ser fruto apenas do raciocínio intelectual. Muitas vezes queremos saber coisas que nada produzem além de inflar o nosso ego.

Talvez uma das palavras que mais precisamos aprender a dizer seja:

“Eu não sei.”

A Verdade que liberta é, de fato, a Verdade Quem liberta. E entre o “o que” e o “Quem”, há uma Pessoa que deseja relacionamento — relacionamento íntimo, amizade íntima, intimidade de reciprocidade no relacionamento.

Não apenas conhecer sobre Ele, mas conhecê-Lo. Mais comunhão. Não apenas respostas, mas presença.

Só.

Jesus claramente apontou o caminho para a amizade com Ele:

“Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.” — João 15:14

A amizade com Jesus está ligada à obediência. Jesus não chamou os discípulos apenas para saberem sobre Ele, mas para andarem com Ele, permanecerem nEle e guardarem os Seus mandamentos.

“Se me amais, guardai os meus mandamentos.” (João 14:15)

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama.” (João 14:21)

A amizade íntima com Jesus nasce de relacionamento de amor, rendição, permanência e obediência. Não é apenas dizer: “Senhor, Senhor”, mas fazer a vontade do Pai.

Há intimidade que nasce da permanência.

Há amizade que floresce na obediência.

As Escrituras nos chamam a buscar entendimento. Mas existe uma diferença entre buscar a Deus para obedecer e buscar assuntos apenas para alimentar curiosidade, debates e ego intelectual.

ASONE

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Alan Ribeiro
Alan Ribeiro

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