
O som automotivo, os paredões, as camionetes equipadas e os projetos personalizados fazem parte de uma cultura urbana que cresce a cada ano no Brasil. Para milhares de pessoas, não se trata apenas de volume ou exibição, mas de um hobby, uma forma de expressão, de socialização e até de identidade. No entanto, em muitas cidades, esse público tem sido cada vez mais pressionado, sem locais adequados para se reunir, o que gera conflitos, multas e a sensação de exclusão.
Eventos organizados em diversas regiões do país mostram que o som automotivo pode ser, quando bem estruturado, uma atividade positiva e agregadora. Encontros e competições reúnem famílias, amigos e entusiastas, promovendo lazer, turismo e integração social. Além disso, esse segmento movimenta a economia, envolvendo fabricantes de equipamentos, instaladores, lojas especializadas e prestadores de serviços, gerando emprego e renda em toda a cadeia produtiva.
Outro ponto importante é o aspecto cultural. O som automotivo e os carros personalizados representam uma expressão da cultura urbana brasileira, com estilos próprios, criatividade e inovação técnica. Grandes eventos nacionais atraem participantes de diferentes estados, consolidando essa prática como um movimento organizado e com forte engajamento comunitário.
Por outro lado, a falta de espaços apropriados é justamente o que gera problemas. O uso de paredões em vias públicas ou áreas residenciais pode ser enquadrado como perturbação do sossego ou até como infração ambiental, dependendo do impacto sonoro. Além disso, o aumento de reclamações tem levado estados, como Goiás, a avançar na regulamentação, exigindo autorização, locais definidos e controle de horários e níveis de som para equilibrar o direito ao lazer com o bem-estar coletivo.
Diante desse cenário, a solução não é a proibição, mas a organização. Áreas específicas, como parques de eventos, distritos industriais, espaços afastados de áreas residenciais ou arenas municipais, permitem que os apaixonados pelo som automotivo pratiquem seu hobby de forma legal, segura e respeitosa.
Quando o poder público cria ambientes adequados, reduz conflitos, melhora a fiscalização e transforma um problema em oportunidade de lazer, cultura e desenvolvimento econômico.
As cidades modernas precisam entender que diferentes tribos urbanas também precisam de espaço. Assim como existem áreas para esportes, feiras, rodeios e eventos culturais, o público do som automotivo também merece um local digno para se reunir, competir, mostrar seus projetos e fortalecer sua comunidade.
O editor deste Blog, Jornalista Alan Ribeiro, manifesta seu total apoio à criação de espaços organizados para o som automotivo e encontros de paredões, por entender que o lazer, quando bem estruturado e respeitando as normas, promove inclusão, gera movimento econômico e valoriza a cultura urbana.


