
Segundo o candidato à Presidência da República, programas para viabilizar a compra direta de agricultores familiares foram implantados com êxito em Goiás e podem ser replicados em âmbito nacional
Durante agenda realizada na manhã desta sexta-feira (3), em Goiânia, o candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado defendeu um programa nacional de aquisição de alimentos para ajudar pequenos produtores no Brasil. Segundo ele, esse tipo de programa fortalece o cenário nacional, além de combater a fome e movimentar a economia em diferentes nichos de mercado.
Em Goiás, sustenta Caiado, o modelo foi bem-sucedido. A ideia é replicá-lo no restante do Brasil. “O Estado já compra dele e distribui nas escolas, distribui nas creches, distribui onde se faz necessário”, explicou.
O candidato também ressaltou a importância de direcionar estruturas e órgãos como a Emater e a Embrapa para levar tecnologia a todo o país, aumentando a capacidade produtiva de pequenos produtores no interior. “Nós demos assistência à Emater, fazendo chegar tecnologia, qualidade e comercialização para eles poderem ter a condição da garantia da renda”, explicou.
Parcerias internacionais também são vistas por Caiado como uma possibilidade de ajudar o pequeno produtor. Segundo ele, no Nordeste Goiano, foram acertadas parcerias com o governo de Israel para a comercialização de maracujá e manga, garantindo a comercialização e a renda dos produtores.
“Em cada região, foi feito de acordo com a vocação de cada região do Estado, foi feito de acordo com a aptidão daquele pequeno agricultor ou agricultor familiar. É isso que nós vamos fazer no Brasil. Essa é a política que dá certo, é a política da renda, para que ele possa sobreviver na sua pequena propriedade rural”, defendeu.
Caiado também apontou o pequeno produtor como uma importante fonte de produtos de qualidade. “É importante que se diga isso, a sociedade demanda produtos de qualidade. O pequeno agricultor e o agricultor familiar, eles estão se dedicando exatamente a isso. Cada vez mais, eles se adequando a essa demanda da sociedade, que exige ali um produto ecologicamente sustentável e também um diferencial de preço”, argumentou.
Segurança Pública e Saúde
Na sequência, Caiado afirmou que pretende assumir diretamente o comando das políticas de segurança pública e de combate à corrupção, caso seja eleito presidente. Segundo ele, a redução da criminalidade depende de uma atuação direta do chefe do Executivo. “A criminalidade no Brasil, a corrupção, elas serão resolvidas se o presidente da República assumir o comando do combate ao crime e à corrupção no país”, afirmou.
Na área da saúde, o candidato defendeu a ampliação, em âmbito nacional, do modelo de regionalização adotado em Goiás. Segundo Caiado, a iniciativa permitiu ampliar o acesso a serviços de média e alta complexidade, como a hemodiálise, para mais perto da população. A proposta, afirmou, é levar o modelo para outras regiões do país, reduzindo os vazios assistenciais e facilitando o atendimento de pacientes que hoje precisam percorrer longas distâncias em busca de tratamento.
Reta final
Questionado sobre a reta final para o primeiro turno das eleições, que ocorre no próximo domingo (4), Caiado destacou que segue na disputa até o fim. O ex-governador de Goiás também negou especulações sobre um suposto apoio já no primeiro turno ao candidato Flávio Bolsonaro (PL). “Isso não existe. Jamais essa posição sequer foi cogitada comigo”, explicou.
“A luta nossa significa, não uma luta da pessoa Ronaldo Caiado, mas uma luta que fala por milhões de pessoas, não só em Goiás, mas no Brasil”, completou.



