
O Partido Social Democrático (PSD) oficializou, no domingo (26 de julho de 2026), em convenção nacional realizada na sede da legenda em São Paulo, a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. Gilberto Kassab, presidente nacional do partido, foi confirmado como vice, formando uma chapa “puro-sangue”. A decisão marca a segunda disputa de Caiado pelo Planalto — a primeira ocorreu em 1989, quando ele obteve menos de 1% dos votos.
A repercussão na imprensa nacional foi imediata e intensa. Portais de grande alcance como G1, CNN Brasil, Valor Econômico, VEJA, CBN e R7 deram destaque ao evento em tempo real. O G1 publicou reportagens detalhadas sobre a convenção e um perfil relembrando os 37 anos desde a primeira tentativa presidencial de Caiado, enfatizando sua trajetória como médico ortopedista, líder da UDR, deputado, senador e governador reeleito de Goiás. A CNN Brasil dedicou espaço a explicar “quem é Ronaldo Caiado”, destacando a disputa interna no PSD que o colocou à frente de Ratinho Júnior e Eduardo Leite.
Nas rádios e TVs, a cobertura acompanhou o ritmo dos portais. A CBN e a Band repercutiram trechos do discurso em que Caiado se apresentou como alternativa à polarização, com frases como “bandido não se cria e PT não se cria” e comparações pejorativas aos adversários (“Kinder Ovo” e “café requentado”). Telejornais nacionais e regionais exibiram imagens da convenção e entrevistas, reforçando o tom de terceira via adotado pelo partido.
Jornais e sites de análise, como Valor Econômico e VEJA, focaram no desafio eleitoral: Caiado aparece com cerca de 4% nas pesquisas (Datafolha), atrás de Lula e Flávio Bolsonaro, e precisa conquistar o eleitorado antipetista e independente. Reportagens apontaram a ausência de Tarcísio de Freitas no evento, a estratégia de atacar tanto o PT quanto o bolsonarismo e o aceno ao eleitorado feminino com promessas de combate à violência de gênero. Veículos como Brasil de Fato e Correio Braziliense também registraram o lançamento, destacando o discurso anticorrupção e menções a escândalos envolvendo adversários.
No conjunto, a imprensa nacional tratou o lançamento como um marco na consolidação das candidaturas de 2026. Caiado se tornou o terceiro nome oficialmente lançado, depois de Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão). A cobertura foi predominantemente factual e analítica, com ênfase na tentativa do PSD de romper a polarização, nas críticas mútuas e nos desafios de popularidade e articulação de apoios estaduais. O evento, transmitido ao vivo, gerou grande volume de conteúdo em sites, rádios e TVs, refletindo o interesse pelo quadro eleitoral que se desenha para outubro.



