
ENTREVISTA COM RONALDO CAIADO PRÉ CANDIDATO A PRESENTE DA REPÚBLICA
Caiado, você ainda se encontra como pré-candidato em virtude dessa disputa com Lula, Flávio Bolsonaro e Zema. Qual é a sua condição? E você está sofrendo muitas sondagens para não sair candidato e deixar o campo aberto para o Flávio Bolsonaro?
Pelo contrário. O que eu estou recebendo é exatamente apoio de todos os lados por onde nós estamos caminhando. Todo mundo chega e diz: “Caiado, graças a Deus você deu uma oportunidade para o Brasil sair dessa polarização”. O sentimento hoje é de pessoas que não suportam mais isso. E aí aparece o nosso nome, que mostra, já hoje com toda clareza, que no segundo turno nós somos o único candidato que bate o Lula. As pessoas têm se conscientizado disso. E não é mais um voto de negação, não é um voto contra. É um voto a favor do Brasil, para sair desse clima que não é mais traço da política nacional.
Acabamos de chegar do Nordeste essa madrugada. Fizemos vários estados lá. Vocês precisam ver o apoio espontâneo de prefeitos, vereadores e lideranças políticas conceituadas. Mesmo a imprensa da região mostra a situação grave na segurança, o endividamento das pessoas, o quadro de corrupção que se agrava cada vez mais. Então, o que eu quero dizer aqui agora é que a nossa motivação é enorme, porque o sentimento das pessoas é o de ter uma candidatura que saia desse processo que está rebaixando muito o nível da política nacional. Não é possível. Vocês da imprensa estão vendo, a população está assistindo. Todo dia um escândalo de corrupção, dinheiro desviado para cá e para lá, envolvimento com todo tipo de prática criminosa. Gente, que Brasil é esse? As pessoas já não aguentam mais.
As pessoas querem alguém que tenha a estatura da Presidência da República, que tenha um passado limpo, que possa ser examinado sem nenhum indício de corrupção, enriquecimento ilícito ou aumento patrimonial durante 40 anos de vida pública. Alguém que tenha coragem de enfrentar a bandidagem, que tenha coragem de devolver o Brasil aos brasileiros de bem, que tenha coragem de colocar a educação como prioridade número um. É isso que se espera de um presidente da República. E não esse tititi de corruptos. Ninguém tolera mais isso.
Eu acho que esse tema não é algo que o país deva discutir num momento sério como este. Um candidato a presidente da República não pode sequer ter a condição de precisar recorrer à presunção de inocência. Diante do colapso da máquina pública e do colapso que atinge todos os poderes da República, é preciso um presidente com estatura moral para ocupar aquela cadeira.
Candidato, caso o senhor não avance para o segundo turno, o senhor já tem um candidato que vai apoiar?
Olha, sem dúvida nenhuma. Estarei lá no segundo turno. Estaremos lá para ganhar essa eleição.
E como está sendo a campanha do senhor no interior do estado de São Paulo?
Olha, como se diz no meu estado de Goiás, está crescendo como leite na fervura. É um sentimento que ninguém segura mais. Posso mostrar a vocês pela espontaneidade dos prefeitos, prefeitas, vereadores e vereadoras. É um sentimento generalizado. E a força do PSD, que é determinante aqui no estado pela relevância das lideranças que tem à frente do partido em cada município.
A relação do Flávio com o Vorcaro, depois dessa discussão com a Michele e Flávio, isso fortalece você como candidato de direita também?
Isso mostra que o Brasil quer discutir outras coisas, como eu acabei de falar. Quer discutir temas mais elevados. Entrar nesse tipo de problema familiar, tão rasteiro, é algo que a sociedade não espera de um presidente da República. As pessoas esperam equilíbrio emocional, estrutura familiar organizada, tranquilidade e paz de espírito para que o presidente possa enfrentar os grandes problemas do país. Essas são condições mínimas de governabilidade. E é isso que eu sempre levo muito a sério.



