
O grupo Casas Bahia confirmou fechamento de lojas e prejuízo de R$ 10 bilhões no 2º trimestre. Dívidas chegam a R$ 17,3 bilhões
17/08/2026 08:37 , atualizado 17/08/2026 09:36
Após confirmar o fechamento de lojas, o grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. Conforme solicitação feita na noite do último domingo (16/8), foi registrado o prejuízo de R$ 10 bilhões no 2º trimestre, 18 vezes maior ante mesmo período do ano passado.
No total, a empresa tenta renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.
Segundo o grupo, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.
Nesse cenário de liquidez restrita, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da companhia, buscando preservar a continuidade das atividades empresariais, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações”, informou a empresa.
O grupo também cita, entre os fatores que agravaram a situação, as taxas de juros elevadas, a restrição de crédito, o aumento dos custos financeiros e a pressão sobre o consumo e o capital de giro.
O documento também inclui o pedido de recuperação judicial das outras empresas do grupo:
• ASAP Log – Logística e Soluções Ltda.
• ASAP Log Ltda.
• CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda.
• Cntlog Express Logística e Transporte Ltda.
• Globex Administração e Serviços Ltda.
• Cnova Comércio Eletrônico S.A.
• Integra Soluções para Varejo Digital Ltda.
• Casas Bahia Tecnologia Ltda.
• Indústria de Móveis Bartira Ltda.
Esta não é a primeira vez que a Casas Bahia recorre à recuperação judicial. Em 2024, a companhia realizou recuperação extrajudicial, quando renegociou cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas com instituições financeiras.



