
(23 de janeiro de 1954 – 2 de março de 2026)
O jornalismo goiano amanheceu mais silencioso no dia 2 de março de 2026. Partiu Helton Lenine, um nome que não apenas noticiou a história política de Goiás, mas ajudou a interpretá-la com lucidez, coragem e profundo senso de responsabilidade.
Natural de Formosa, Helton construiu uma trajetória marcada pela credibilidade. Foi daqueles profissionais que não se contentavam com a superfície dos fatos. Ia além. Buscava entender os bastidores, conectar os acontecimentos e oferecer ao público não apenas a notícia, mas o contexto — algo cada vez mais raro e, por isso mesmo, ainda mais valioso.
Com passagens por importantes veículos de comunicação, como Diário da Manhã e O Popular, além de atuação em rádio e como correspondente de grandes jornais, Helton consolidou seu nome como referência na cobertura política. Também exerceu funções na comunicação pública, contribuindo com sua experiência em momentos decisivos da gestão e do diálogo com a sociedade.
Respeitado entre colegas e fontes, Helton Lenine não era apenas um jornalista — era uma referência viva. Presidiu o Clube dos Repórteres Políticos e ajudou a formar gerações, sempre pautado pela ética, pela seriedade e pelo compromisso com a verdade. Sua presença era sinônimo de credibilidade. Sua análise, sempre aguardada com atenção.
Mesmo com o passar dos anos, não se afastou do ofício. Continuou escrevendo, opinando e participando ativamente do debate público, demonstrando que o jornalismo, para ele, nunca foi apenas uma profissão — foi missão.
Sua partida deixa uma lacuna difícil de preencher. Mas também deixa um legado imenso: o exemplo de um jornalismo firme, responsável e comprometido com a sociedade.
Helton Lenine parte, mas sua história permanece viva em cada linha escrita, em cada profissional que inspirou e em cada leitor que aprendeu a enxergar a política com mais profundidade por meio de suas palavras.
Goiás não perde apenas um jornalista.
Perde uma voz. Perde uma referência. Perde um pedaço importante da sua própria história.
Que sua trajetória siga iluminando o caminho daqueles que acreditam no poder transformador da informação.
Descanse em paz, Helton Lenine.
Firme na missão.
Alan Ribeiro



