
Orelha não foi apenas um cachorro.
Orelha foi confiança. Foi lealdade. Foi inocência entregue a quem deveria cuidar — e jamais ferir.
O que aconteceu com ele revolta, entristece e indigna profundamente. Não se trata de um “caso isolado”, nem de um “excesso”. Trata-se de crueldade, da mais covarde possível, praticada contra quem não pode falar, não pode se defender e nunca revida com ódio.
A violência contra animais é um sinal claro de uma sociedade adoecida, onde a impunidade alimenta a repetição do mal. Quem é capaz de ferir um ser indefeso, sem remorso, não para ali. A brutalidade sempre começa onde não há consequência.
Não aceitaremos o silêncio.
Não aceitaremos a normalização.
Não aceitaremos que a dor de Orelha seja esquecida.
Pedir justiça por Orelha é pedir limite, é exigir responsabilização, é dizer que a vida — toda vida — importa. Que crueldade não é detalhe, não é desvio pequeno, é alerta grave.
Que Orelha não seja apenas luto.
Que seja voz.
Que seja denúncia.
Que seja o ponto onde alguém decidiu não se calar.


