Artigo

Hipócritas de Plantão

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Na tentativa de ficar de bem com parte da população, políticos que não dependem de seus salários, para viver, por que ao longo de suas carreiras políticas, adquiriram bens, de forma correta ou não, estão defendendo o corte de 50% nos salários dos trabalhadores brasileiros, um absurdo.
Será que esses mesmos políticos, aceitariam o corte de suas verbas de gabinetes, que no caso de deputados federais e senadores, ficam acima de R$ 300 mil reais a serem gastas, com: combustíveis, alimentação, hotéis, hospedagens, passagens aéreas dentre outras?
Num momento em que todos se encontram de quarentena, com medo do coronavírus e do fantasma do desemprego, propostas dessa natureza ao invés de melhorar piora o estado das pessoas, podendo as levar em alguns casos ao suicídio.
Precisamos nessa hora é de alternativas para que a economia não chegue ao fundo do poço, por paralizações do setor produtivo e de prestação de serviços, por tempo indeterminado.
Se os políticos não sabem ou esquecem a riqueza é produzida por empresas, quanto mais elas investem mais contratam e por conseguinte pagam melhores salários.
Os salários dos trabalhadores privados ou públicos, são pagos porque esses trabalhadores, empregam seu suor nas atividades econômicas, sejam elas privadas ou públicas.
Reduzir salários não favorece a economia pelo contrário, cidadãos são trabalhadores numa ponta e consumidores na outra.
E de onde vem as receitas para sustentar os poderes executivo, legislativo e judiciário e ainda governos sérios e perdulários? Da movimentação econômica das empresas, centradas na produção e na comercialização de seus produtos e ou mercadorias e também do setor de prestação de serviços.
Quem adquiri esses produtos e ou mercadorias? Os cidadãos que numa ponta são trabalhadores e na outra consumidores.
Os trabalhadores de maneira geral tem sido chamados nesse país, para pagar a conta dos desvios de recursos, das mas gestões, da corrupção, que colocaram alguns políticos, na cadeia e outros à espera, para evitar que isso ocorra gastam rios de dinheiros com advogados caros, para não seguir o mesmo caminho.
Quantos políticos nesse país, podem de fato deitar em seus travesseiros, com a consciência tranquila, de que jamais, tenham tido em suas carreiras, vantagens escusas que os colocam na condição de não depender de seus salários, para viver e cumprir com suas obrigações e ainda aceitar com satisfação o corte de 50% de seus salários?
Os trabalhadores por sua vez não tem mordomias, recebem os seus salários e se brincar ao pagar suas obrigações mensais, já ficam sem dinheiro no segundo dia, em que receberam. Diferente dos políticos, pagam por tudo, não tem mordomias que os privilegiem, se tem dinheiro comem se não tem ou se endividam ou passam fome.
Precisamos parar com esse tipo de hipocrisia e aprender a olhar o que verdadeiramente passa o cidadão, antes de propor qualquer tipo de redução salarial e ainda mais de 50% dos trabalhadores de maneira geral, mesmo com algum tipo de compensação por parte do governo federal, que também perderá receita com os reflexos da quarentena.
Nesse país como nos demais é preciso produzir, comercializar, empregar e pagar salários justos, respeitando nesse momento de crise as autoridades sanitárias ou não com um olhar para o avanço do coronavirus e o outro na economia, senão poderemos ter dois tipos de crise, sendo uma sanitária e outra decorrente da paralização da produção e do desemprego em massa, apesar da publicação da Medida Provisória 927/20.

Júlio Pascoal

Allan Ribeiro

Minha história com o jornalismo tem uma trajetória que começou a ser escrita aos 11 anos de idade, quando comecei a representar o jornal O Diário da Manhã.
O fiz por gostar de ler e de estar informado. De entregar o jornal passei a enviar notícias da cidade a serem publicadas.
Ao visitar o jornal, em conversar com o senhor Batista Custódio, surgiu a possibilidade de publicar artigos sobre temas específicos. Foi o que fiz, e ver a repercussão só me incentivou.
Deste ponto passei a publicar também no O Popular. Como a volta do Novo Horizonte ao futebol profissional integrei a equipe da Rádio Xavantes, graças a Deus, naquela oportunidade o time subiu para a divisão de elite.

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