Saúde: A Vida em Segundo Plano no Brasil

Há seis anos atrás quando participei da elaboração de um plano de governo municipal, um colega e eu, deparamos com dados que nos assustaram no meio.
Os cidadãos que buscam o atendimento pelo Sistema Único de Saúde, se deparam com questões inusitadas. O atendimento nem sempre é feito por profissionais, que querem fazer um diagnóstico preciso do problema que os afligem.
Para além dessa questão, por si só a receita não cura e muito menos medicamentos genéricos de determinados laboratórios adquiridos por prefeituras e governos, resolvem o problema.
Uma amiga que apresenta um quadro hemorrágico e que aguarda cirurgia no útero, a mais de três meses, fez uso de medicamentos como esses e nada resolveu. Mesmo não tendo recursos, teve que retirar do sustento da casa, para comprar um remédio que de fato amenizasse o problema. Mesmo estando ela aguardando cirurgia em caráter de urgência, seu calvário, passa de três meses.
Pergunto: Porque isso ocorre com ela e com outros pacientes que dependem desse sistema para se tratar? Por que falta responsabilidade dos governos, de fazer os repasses no tempo hábil e ainda de remunerar dignamente os profissionais da área de saúde.
A diferença entre uma consulta na rede pública e particular chega valores inpensáveis, enquanto um profissional recebe R$ 60,00 ou menos na rede pública na privada esse valor pode chegar a R$ 600,00.

Quem sofre com isso? A população de baixa renda, que além de aguardar até dois anos para tentar resolver o seu problema devido às intermináveis filas de espera, muitas vezes não tem a medicação adequada ou um atendimento digno.
No meio há outros problemas que mostram a fragilidade da fiscalização dais órgãos de controle. Laboratórios deixam de fabricar remédios como a besetassil e a vacina BCG, essa, utilizada em pacientes, que tem câncer, por que não são lucrativos.
O lucro a frente da “Vida” e para o governo federal, tudo fica como antes na terra de Abrantes. Ou seja o cidadão que pague com a vida ou com efeitos colaterais, que lhe deprimem, pelo uso de medicamentos similares, mas lucrativos, que não fazem o mesmo efeito.
Por essas e outras que afirmo que na rede pública e privada de saúde nesse país a vida é colocada em segundo plano. Mais do que discutir o valor do Fundo Partidário, o Congresso Nacional é o Executivo, deveriam se ater para a resolução de problemas como esses que retiram o sono e a oportunidade de vida de cidadãos brasileiros ou não que aqui residem. Uma pena.

Júlio Páscoal

Compartilhe seu amor
Alan Ribeiro
Alan Ribeiro

Alan inicia seus trabalhos com o único objetivo, trazer a todos informação de qualidade, com opinião de pessoas da mais alta competência em suas áreas de atuação.

Artigos: 23035