A menina enterrada viva e que ainda chora

No alto do Morrinho de São João, também conhecido como Morro da Saudade, em Catalão, uma antiga cruz de madeira está ligada a uma das histórias mais perturbadoras do folclore da cidade. A narrativa foi registrada como conto popular narrado por Cornélio Ramos e atravessou gerações entre os moradores de Catalão.

Segundo a lenda, existia naquela área o chamado Cemitério dos Anjos, destinado ao sepultamento de crianças. Uma menina de aproximadamente seis anos teria sofrido um ataque de catalepsia, condição capaz de produzir imobilidade e sinais vitais extremamente discretos. Sem um médico disponível, familiares teriam acreditado que a criança estava morta e realizado o enterro.

De acordo com a tradição, descobriu-se que a menina ainda estava viva quando foi colocada no túmulo. Tomados pelo remorso, os pais teriam mandado erguer uma grande cruz de madeira no morro em homenagem à filha. A partir daí surgiram relatos de pessoas que diziam ouvir o choro de uma criança e ruídos vindos do solo, como se alguém tentasse escapar do túmulo.

Fonte: Goiás tem história

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Alan Ribeiro
Alan Ribeiro

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