Abate de bovinos em Goiás registra crescimento no segundo trimestre de 2026

Com volume de abates 13% superior ao do primeiro trimestre, o estado apresenta um dos maiores índices para o período desde o início da série histórica do IBGE em 1997

O abate de bovinos em Goiás registrou incremento em 2026. Entre os meses de abril e junho, foram contabilizadas 1,07 milhão de cabeças no estado, de acordo com dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa uma alta de 13% em relação ao trimestre anterior e de 1,5% frente ao mesmo período de 2025, que havia somado 1,06 milhão de cabeças.

Considerando a série histórica de todos os trimestres, iniciada em 1997, o resultado do segundo trimestre de 2026 configura o segundo maior volume já registrado pelo levantamento, posicionado atrás apenas do terceiro trimestre de 2025, quando foram contabilizadas 1,12 milhão de cabeças. Com esse desempenho, Goiás ocupa a terceira posição entre as unidades da Federação em número de bovinos abatidos, respondendo por aproximadamente 10% da atividade nacional, que somou 10,72 milhões de cabeças no trimestre analisado.

Cenário Internacional
De acordo com dados do Comércio Exterior Estatísticas (Comex Stat) compilados pela Plataforma Aroeira, o setor de exportações de carne bovina em Goiás também apresentou variação positiva em 2026. No acumulado de janeiro a agosto, o estado registrou crescimento de 3,5% no volume embarcado, alcançando 260,8 mil toneladas exportadas, enquanto o total nacional somou 2,1 milhões de toneladas. A atividade gerou US$ 1,5 bilhão em receitas comerciais, mantendo o estado na terceira posição entre os exportadores brasileiros de proteína bovina no período.

Os dados de comércio exterior indicam ampliação de mercados compradores para o produto de origem local entre janeiro e agosto de 2026. No período, o valor médio das exportações apresentou elevação, passando de US$ 5,0 mil por tonelada em 2025 para US$ 5,9 mil por tonelada em 2026, o que representa uma variação positiva de 17,3% no preço médio de comercialização externa. O suporte à atividade pecuária ocorre por meio de programas de fomento ao setor e linhas de crédito direcionadas ao desenvolvimento rural, a exemplo do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO Rural), que atua no financiamento e modernização das atividades no campo.

Foto: Lucas Eugênio

Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Governo de Goiás

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Alan Ribeiro
Alan Ribeiro

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