
Sexta, 4 de setembro de 2026
Até um amigo íntimo, em quem eu confiava e que partilhava do meu pão, voltou-se contra mim.
Salmos 41:9
Não foi um estranho. Foi alguém próximo, alguém que dividia a mesa, alguém em quem havia confiança construída. Esse tipo de dor tem um peso próprio: não é só a perda, é a quebra de algo que parecia seguro. O salmista viveu isso séculos antes de Cristo viver o mesmo, à mesa, na última ceia.
Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, ainda que sem pecado.
Hebreus 4:15
Cristo não observa a sua traição de longe. Ele sabe, por experiência própria, o que é ser entregue por quem comeu ao seu lado. Por isso ele não responde à sua dor com distância; responde com compaixão de quem já esteve exatamente ali.
Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar a si mesmo.
2 Timóteo 2:13
E é essa fidelidade, não a fidelidade das pessoas, que sustenta quem foi traído. A infidelidade humana não altera o caráter de Deus. Ele continua sendo quem sempre foi, porque não pode ser outra coisa. As pessoas podem falhar, voltar as costas, quebrar a confiança que você depositou nelas. Mas há Alguém que já provou, na própria pele, que não faz o mesmo.



