A fé que vence o medo

Quarta, 26 de agosto de 2026

Medo e fé raramente se anulam por completo; muitas vezes convivem na mesma pessoa, no mesmo instante. Pedro prova isso melhor do que qualquer discurso sobre coragem.

“Pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, de amor e de domínio próprio.”
2 Timóteo 1:7 (NVI)

Repare que Paulo não promete a Timóteo uma vida sem medo. Ele afirma de onde vem o espírito que Deus deu, e covardia não está na lista. Isso não significa que o medo nunca vai aparecer; significa que ele não precisa ser a força que decide o que você faz a seguir.

“Venha”, ele respondeu. Então, Pedro saiu do barco, andou sobre as águas e foi em direção a Jesus. Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” Imediatamente, Jesus estendeu a mão, segurou-o e disse: “Homem de pequena fé, por que você duvidou?”
Mateus 14:29-31 (NVI)

Pedro já tinha saído do barco. Já estava andando sobre a água, algo que nenhum outro discípulo tentou. A fé dele era real antes do medo aparecer. O que Jesus corrige não é a coragem inicial de Pedro, é o momento em que o vento ficou maior do que a voz que o chamou. Vencer o medo pela fé não é nunca sentir medo; é continuar olhando para quem chamou, mesmo quando o vento fica alto.

E quando Pedro afunda, Jesus não espera ele se recompor sozinho. Estende a mão na mesma hora. A fé que vence o medo não é a que nunca vacila; é a que, mesmo vacilando, ainda grita “Senhor, salva-me” na direção certa.

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Alan Ribeiro
Alan Ribeiro

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