
Eu tenho quatro décadas de vida pública e nunca precisei explicar de que lado estou. Fui um dos articuladores do impeachment do PT. Presidi a UDR. Defendo a anistia. Entreguei Goiás com a maior queda de homicídios do país e sem dívida.
Em 1989 eu disputei a Presidência contra Lula. Em 1994 e em 1998, quando ele voltou a disputar, eu estava do outro lado. Em 2002, quando o PT chegou ao poder, houve gente do campo que hoje me cobra fidelidade que declarou publicamente voto em Lula. Eu não. Em 2006, oposição. Em 2010, oposição. Em 2014, oposição. Em 2016, fui um dos articuladores do impeachment do PT. Em 2018, estive do lado que tirou o PT da disputa. Em 2022, fiz campanha contra a volta dele. E em 2026 eu sou candidato para tirar o PT do poder outra vez.
São trinta e sete anos, dez eleições presidenciais e um impeachment. Nunca houve um ano em que eu estivesse do outro lado, nem quando isso custava caro, nem quando não rendia um voto sequer.
Então deixo claro, para não restar dúvida a ninguém: em nenhuma hipótese, em nenhum cenário, em nenhum turno, eu estarei ao lado de Lula ou do PT. Não há acordo, não há negociação, não há segundo turno em que isso aconteça.
Minha candidatura existe para tirar o PT do poder e para dar ao brasileiro uma opção que entrega resultado, não briga. É isso que eu vim fazer.



