Piloto de avião com mais de 300 kg de cocaína preso em Itarumã

O piloto Henrique Donizeti Ferri, responsável por transportar cerca de 343 kg de cocaína, foi preso na madrugada de quinta-feira (16).

Ele fez um pouso de emergência na zona rural de Itarumã, sudoeste de Goiás, após falha mecânica na aeronave.

A polícia localizou o suspeito a cerca de cinco quilômetros do local onde o avião foi abandonado e incendiado.

Além do piloto, foram presos seu pai, sua esposa e um amigo, que vieram de Ribeirão Preto (SP) para resgatá-lo.

O grupo viajava em um veículo que foi interceptado em bloqueio do Comando de Operações de Divisas (COD).

Durante a abordagem, os policiais descobriram o plano de resgate: o piloto estava escondido na mata e sairia ao sinal de farol piscando três vezes.

Os agentes simularam o sinal e prenderam Henrique quando ele saiu do esconderijo.

A droga foi carregada em uma cidade de Mato Grosso, próxima à fronteira com a Bolívia.

O destino final seria um município de Minas Gerais.

Pelo transporte, o piloto receberia R$ 70 mil.

Ele não possuía antecedentes criminais.

O avião foi visto em chamas por um caseiro da fazenda, que acionou a PM.

A aeronave estava parcialmente destruída pelo fogo.

A cocaína foi encontrada escondida em uma mata próxima ao local.

O caseiro relatou ter visto o piloto carregando um malote com a droga antes de atear fogo.

A principal hipótese é que o incêndio foi provocado para destruir evidências.

Todos os presos foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal em Jataí.

A defesa dos envolvidos não foi contatada pela reportagem.

A ocorrência envolveu equipes do 5º Batalhão Rodoviário da PM.

O caso segue em investigação pela Polícia Federal.

O Tribunal de Justiça manteve preso o piloto do avião que estava carregado com mais de 300 quilos de cocaína e que fez um pouso forçado na zona rural de Itarumã. Henrique Donizeti Ferri passou por audiência de custódia na manhã desta sexta-feira, 17, e a decisão acatou a pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO).

O órgão ministerial sustentou que a prisão fazia-se necessária pela necessidade de garantir a ordem pública e preservar a instrução criminal. Ao acolher o pedido do MP, o juíz plantonista Gabriel Carneiro Santos Rodrigues apontou indícios de participação em organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas, risco concreto de reiteração delitiva e possibilidade de fuga, evidenciada pela tentativa de escapar após o pouso forçado.

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Alan Ribeiro
Alan Ribeiro

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