Polícia Civil de Goiás prende suspeitos de facção que movimentou mais de R$ 320 milhões com empresas de fachada

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (9 de julho de 2026), a 13ª fase da Operação Destroyer. A ação mira um grupo ligado a uma facção criminosa envolvida com o tráfico de drogas e com um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.

Ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão em Goiás e Santa Catarina. As autoridades também determinaram o bloqueio de cerca de R$ 160 milhões em bens e valores.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada para movimentar mais de R$ 320 milhões provenientes do crime. Os policiais identificaram o principal responsável pela distribuição de drogas e outros três operadores financeiros que atuavam no recebimento, movimentação e ocultação dos recursos ilícitos.

A estrutura de lavagem de capitais contava com pelo menos sete empresas fantasmas e teria envolvimento de uma fintech ligada aos investigados.

O líder do esquema, que acumula condenações superiores a 106 anos de prisão por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo a banco e homicídio, foi preso no último dia 3 de julho no Setor Marista, em Goiânia.

A Operação Destroyer é um desdobramento da Operação Reincidentes, realizada em novembro de 2025, que resultou na prisão de 10 integrantes da mesma facção na região sul de Goiânia.

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Alan Ribeiro
Alan Ribeiro

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