
A tendência demonstrada por lideranças evangélicas tem causado preocupação ao PL e sobretudo a Flávio Bolsonaro, que dia após dia tem perdido apoio de uma parcela significativa e importante do eleitorado, o seguimento evangélico.
Esse movimento reflete o afastamento de bispos e líderes das principais denominações do clã Bolsonaro. O Brasil tem cerca de 47,7 milhões de evangélicos frequentes, segundo o IBGE.
Três razões principais explicam a erosão de apoio:
Falta de confiança: Flávio foi associado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por corrupção. Pesquisas qualitativas mostram forte sensação de traição entre os fiéis.
Ausência de projeto de país: A base evangélica percebe que os Bolsonaro priorizam interesses próprios, sem agenda ampla de resgate nacional. Michele Bolsonaro é a única com boa imagem na família.
Caso Dark Horse: O filme hagiográfico sobre Bolsonaro é visto como mais um benefício privado ao clã, financiado de forma questionável. Isso reforçou a percepção de egoísmo.
O Ministério Madureira (Assembleia de Deus, 15 mil templos) declarou apoio a Ronaldo Caiado (PSD) e articula Michele Bolsonaro como vice. Valdemar Costa Neto (PL) também vê essa possibilidade.
NEUTRALIDADE
A Igreja Universal, de Edir Macedo (TV Record e Republicanos), está prestes a neutralizar seu apoio nacional, focando em eleições locais. Macedo enfrenta crise no banco Digimais e negocia venda com o BTG, dependendo de bênçãos do governo.
A Congregação Cristã Brasileira (4,5 milhões de fiéis) mantém neutralidade discreta. A Igreja Adventista também se declarou “sem candidato”.
Com o maior ministério tendo declarado voto a Ronaldo Caiado a candidatura do PSD ganha um importante e significativo reforço, dando musculatura ao projeto de Caiado.



