
Marqueteiro de Caiado afirma que a histeria das redes não vence eleições; horário eleitoral gratuito segue essencial e a atenção à política deve crescer após a Copa.
O marqueteiro Paulo Vasconcelos, responsável pela pré-campanha de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência, afirma que a estratégia de comunicação não depende da “histeria das redes”. Segundo ele, o foco principal está no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.
O horário gratuito começa no dia 28 de agosto, 36 dias antes da eleição.
Vasconcelos aposta nesse espaço institucional para tentar abrir uma fresta na polarização nacional entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A ideia é apresentar propostas e diferenciar Caiado diretamente aos eleitores, explorando um canal mais tradicional e menos sujeito à dinâmica caótica das redes sociais.
De acordo com Vasconcelos o horário eleitoral é umaferramenta central para ganhar espaço e vantagem no cenário polarizado, sem depender de controvérsias online.
O publicitário Paulo Vasconcelos, que vem formatando a estratégia de pré-campanha do governador Ronaldo Caiado (PSD-GO) à Presidência da República desde o ano passado, já tem uma imagem muito clara do candidato que apresentará ao país nas eleições de 2026.
“O Caiado é um político de direita, sim; um xerifão, sim; mas com uma mão muito pesada no social. Tem uma polícia que funciona, o melhor Ideb (Índice de Educação Básica) do país e uma política de assistência às mulheres muito forte”, resumiu.
A ideia de que o goiano precisa drenar votos apenas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para chegar a um segundo turno é rechaçada pelo especialista. “Tem, sim, eleitor de centro com o Lula. Isso é bobagem. O adversário do Caiado é o tempo da campanha, que é curto. Eu vou apresentar um candidato. A chave é mostrar quem ele é e o que ele fez para sair do governo com 88% de aprovação. Vai dar tempo? Esse é o desafio.”
O time que vem formulando a estratégia do nome que hoje concentra as expectativas de uma terceira via competitiva prevê um início tardio do debate a sério sobre as eleições, num ano que será naturalmente tumultuado pelos desdobramentos do caso Master, suas implicações sobre a política e o Judiciário, e eventos de forte apelo, como a Copa.
A campanha oficial já é um tiro curto, com menos de 50 dias, e a profusão de ruídos que desviem o foco da disputa pode empurrar ainda mais para a reta final o foco do eleitor.
“O foco é exposição desse personagem. E fugir do erro. Essa é uma disputa que vai ser definida pelo erro do adversário”, encerrou.



