
Na coluna Gente que Faz, poucas figuras encarnam tão claramente a força de uma liderança que decide agir quando o caos parece invencível quanto Nayib Bukele, presidente de El Salvador.
El Salvador já foi conhecido como um dos países mais violentos do mundo. Gangues como a MS-13 e Barrio 18 dominavam territórios, extorquiam a população e transformavam a vida cotidiana em um campo minado. Em 2015, a taxa de homicídios chegou a níveis absurdos. Hoje, o quadro é radicalmente diferente: o país registra uma das menores taxas de homicídios do hemisfério ocidental, com números históricos como 114 assassinatos em todo o ano de 2024.
O que mudou? Métodos diretos e sem meias medidas. Bukele implementou o Plano de Controle Territorial, decretou estado de emergência, suspendeu temporariamente alguns direitos e promoveu prisões em massa de membros e colaboradores de gangues. O resultado: milhares de criminosos atrás das grades, incluindo a mega-prisão CECOT, e as ruas devolvidas à população. Extorsões praticamente desapareceram e os salvadorenhos voltaram a viver com tranquilidade.
Essa transformação não veio sem controvérsias. Críticos apontam prisões arbitrárias, abusos e questionamentos sobre o equilíbrio entre segurança e liberdades individuais. Bukele, porém, responde com os números: um país que era sinônimo de medo hoje é exemplo de ordem e retomada do controle estatal. Sua popularidade interna permanece altíssima, mostrando que, para muitos salvadorenhos, resultados concretos falam mais alto que críticas teóricas.
Bukele se tornou uma referência global — o “embaixador da segurança” — para quem acredita que, diante de um Estado capturado pelo crime organizado, é preciso coragem política para priorizar a vida e a paz da maioria. Sua trajetória levanta uma pergunta incômoda e atual: até onde uma sociedade deve ir para reconquistar o direito básico de viver sem terror?
No Blog do Alan Ribeiro, celebramos aqueles que fazem. Bukele fez. Transformou um dos piores cenários da América Latina em um dos mais promissores. Um líder que escolheu resultados acima de narrativas e devolveu dignidade ao seu povo.
Um exemplo de que, quando a vontade política encontra método, o impossível vira estatística.



