Equatorial investe mais de R$ 6,2 milhões por dia e leva Goiás ao menor nível de interrupções em 24 anos

Goiânia 1 de abril de 2026 – Goiás realizou, entre 2023 e 2025, o mais robusto ciclo de investimentos já registrado em sua infraestrutura de distribuição de energia. Neste período, a Equatorial Goiás consolidou R$6,8 bilhões no sistema elétrico do estado, o equivalente a mais de R$6,2 milhões por dia ao longo dos últimos três anos. O volume, distribuído em frentes como expansão de rede, manutenção pesada, automação, construção de subestações e renovação de equipamentos, já aparece de forma concreta nos indicadores: em 2025, Goiás alcançou os melhores indicadores de continuidade da série histórica registrados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com os melhores resultados desde 2001.

O ciclo contempla todas as frentes estratégicas da concessão, incluindo reforço da infraestrutura urbana e rural, automação de circuitos, substituição de ativos, ampliação da capacidade do sistema e robustecimento operacional em diferentes regiões do estado. Em termos práticos, trata-se de uma reestruturação ampla da rede elétrica goiana, desenhada para reduzir vulnerabilidades históricas, ampliar a confiabilidade do fornecimento e encurtar o tempo de resposta em cenários críticos.

Para quem está na ponta, os reflexos são perceptíveis. A rede passa a operar com mais estabilidade, menos oscilações e maior rapidez na recomposição do serviço quando há falhas ou eventos externos que atingem o sistema. Em um estado de grande extensão territorial, forte crescimento urbano e alta dependência da energia para irrigação, armazenagem, produção, comércio e serviços, a infraestrutura elétrica passa a ter impacto direto sobre previsibilidade, continuidade operacional e segurança.

Segundo o superintendente da Equatorial Goiás, Roberto Vieira, o ciclo consolidado nos últimos três anos reposiciona a rede estadual em um novo patamar de qualidade e confiabilidade.“Desde que assumiu a concessão em Goiás, a Equatorial vem realizando uma série de investimentos para tornar o sistema elétrico mais robusto e confiável. Isso passa por ações como a modernização da rede, a instalação de novos equipamentos de proteção, automação de circuitos, ampliação da capacidade do sistema com a construção de novas subestações e também do fortalecimento da rede por meio de manutenções”, afirma.

De acordo com Roberto, esse reforço estrutural tem efeito direto na capacidade de reação da distribuidora, especialmente em períodos de maior pressão climática, quando ventos fortes, queda de árvores e objetos lançados sobre a rede elevam o risco de ocorrências. “Estas melhorias permitem que, quando ocorre algum evento na rede, como ventos fortes que acabam jogando objetos ou queda de árvores sobre a rede, nós estejamos prontos para atuar no menor tempo possível e garantir que a energia volte de forma mais rápida”, completa.

Resultado na ponta

O avanço mais emblemático apareceu no FEC, indicador que mostra quantas vezes, em média, o consumidor fica sem energia ao longo do ano. Em Goiás, esse índice saiu de 11,16 em 2023 para 7,61 em 2024, quando o estado já atingiu o limite regulatório definido pela Aneel — quatro anos antes do prazo acertado para 2028. Em 2025, os dados confirmaram a virada: o FEC caiu para 5,87 e o DEC, que mede o tempo médio anual de interrupção no fornecimento, recuou de 21,58 horas em 2023 para 15,91 em 2024 e fechou em 12,66 horas em 2025. Os dois indicadores atingiram, assim, os menores resultados da série histórica da agência desde 2001. Na prática, isso significa menos quedas e menos tempo sem energia para o consumidor goiano.

Parte desse novo desempenho está associada ao avanço da inteligência operacional. O Centro de Operações Integradas (COI) passou a ocupar posição estratégica no monitoramento da rede elétrica em Goiás, cruzando informações técnicas com previsões climáticas e permitindo que a distribuidora antecipe áreas de maior risco, priorize deslocamentos e organize a atuação de campo com mais precisão.

Segundo o gerente do Centro de Operações Integradas da Equatorial Goiás, Vinícyus Lima, a integração entre rede reforçada e leitura de cenário em tempo real elevou o padrão de resposta da companhia. “O Centro de Operações Integradas tem papel fundamental. É a partir daqui que nós monitoramos em tempo real todo o sistema elétrico do estado. Acompanhamos o comportamento da rede, a previsão climática, sabemos onde as chuvas vão entrar e como elas podem entrar. Desta forma, conseguimos priorizar os locais que possam ser impactados”, explica.

Para ele, a diferença está não apenas na velocidade do atendimento, mas também na capacidade de antecipação — fator decisivo em um estado com grandes distâncias, forte presença rural e ocorrências climáticas localizadas. “A combinação entre investimento na rede e o COI permite melhorar os tempos de atuação, de atendimento e aumentar a confiabilidade no fornecimento para todos os clientes goianos”, destaca.

No campo, onde a energia sustenta irrigação, armazenagem, refrigeração e operação de equipamentos de alta carga, o reforço da rede também tem peso estratégico. Em áreas urbanas, o efeito se traduz em maior capacidade de atendimento em regiões de expansão populacional, menor exposição a falhas por sobrecarga e maior resiliência diante de eventos externos.

Em ambos os casos, o ciclo de R$ 6,8 bilhões ajuda a explicar por que Goiás alcançou, em 2025, o melhor desempenho de sua história recente na distribuição de energia. Ao longo de três anos, a Equatorial Goiás conclui um período que redefine o padrão da rede elétrica no estado. Mais do que ampliar ativos, o que se consolida é uma infraestrutura mais automatizada, menos vulnerável e mais preparada para sustentar o crescimento econômico de Goiás, responder com maior precisão em situações críticas e entregar um serviço mais estável para consumidores residenciais, comércio, indústria e agronegócio.

Sobre a Equatorial Goiás  
  
A Equatorial Goiás é uma empresa que pertence ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de utilities, sendo o 3º maior grupo de distribuição de energia do País, com 7 concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás são cerca de 3,5 milhões de unidades consumidoras atendidas, localizadas em 237 municípios do Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de 336.871 km².

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Alan Ribeiro
Alan Ribeiro

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