
Existem dores que não fazem barulho.
Elas não pedem palco, não anunciam sua chegada e, muitas vezes, são escondidas atrás de um sorriso discreto ou de um “está tudo bem” dito quase no automático.
Dentro de cada ser humano há batalhas invisíveis. Há cicatrizes que ninguém viu sangrar, sacrifícios que ninguém aplaudiu e despedidas que jamais foram desejadas. Cada lágrima que escorre carrega uma história — às vezes de perda, às vezes de frustração, às vezes de um amor que não pôde continuar.
A lágrima é a voz da alma quando as palavras já não conseguem explicar. É o grito silencioso do coração pedindo alívio, consolo e, quem sabe, compreensão.
Vivemos em um tempo em que julgar se tornou fácil demais. Observamos de fora e criamos conclusões apressadas, sem conhecer os capítulos anteriores da história do outro. Não sabemos o que aquela pessoa enfrentou durante a madrugada. Não sabemos das orações feitas em silêncio, das angústias guardadas, das lutas travadas longe dos olhos do mundo.
Da porta para dentro, cada um conhece o peso que carrega.
Da porta para fora, mostramos apenas o que conseguimos suportar.
Por isso, antes de julgar, escolha compreender.
Antes de apontar, escolha acolher.
Antes de criticar, escolha estender a mão.
Talvez aquela pessoa que você vê sorrindo hoje tenha chorado a noite inteira. Talvez quem parece forte esteja apenas tentando não desmoronar. E talvez o que o outro mais precise não seja de opinião, mas de empatia.
Que possamos ser mais humanos.
Mais sensíveis.
Mais cuidadosos com as dores alheias.
Porque ninguém atravessa tempestades por acaso. E toda lágrima, mesmo silenciosa, tem um motivo, uma história e um coração por trás dela.
Com carinho e reflexão,
Alan Ribeiro
Seu Melhor Amigo


