
A arte de cortejar vai muito além do romantismo. Ela é, antes de tudo, a expressão do cuidado. Cortejar é demonstrar interesse verdadeiro, é valorizar a presença do outro, é cultivar vínculos com atenção, respeito e constância. E isso não se limita aos relacionamentos amorosos — essa mesma sensibilidade deve estar presente nas amizades e em todas as relações que dão sentido à nossa vida.
Vivemos tempos de pressa, de respostas rápidas e conexões superficiais. Mas os laços que realmente permanecem são aqueles que são cultivados. Amigos não se mantêm apenas pela história que já existe, mas pelo cuidado que continua. Uma mensagem inesperada, um convite para conversar, um gesto de apoio em um momento difícil ou simplesmente a presença silenciosa quando alguém precisa — tudo isso é uma forma de cortejar a amizade.
Assim como no amor, a amizade também precisa de atenção. Precisa de escuta, de empatia, de tempo. Quem cuida, fortalece. Quem valoriza, mantém. Quem se faz presente, constrói relações que resistem às mudanças da vida.
Cortejar a vida, por sua vez, é aprender a valorizar as pessoas enquanto elas estão por perto. É não deixar para depois o que pode ser dito hoje: um agradecimento, um elogio, um “estou aqui”. Porque no fim das contas, são as relações sinceras que sustentam nossa caminhada.
Cuidar dos amigos é um ato de maturidade emocional e também de humanidade. Quem cultiva bons relacionamentos constrói uma rede de afeto, apoio e reciprocidade. E essa rede, muitas vezes, é o que nos sustenta nos dias difíceis e multiplica a alegria nos dias bons.
A verdadeira arte de cortejar está na constância do cuidado. Está nos pequenos gestos, nas atitudes simples e na decisão diária de não deixar as pessoas importantes se tornarem apenas lembranças.
Relacionamentos não sobrevivem por acaso. Eles florescem quando são regados com presença, respeito e carinho. E quem aprende a cuidar das pessoas, aprende também a viver melhor.
Essa é a reflexão de hoje na Mensagem do Alan. Valorize, cuide e esteja presente. Porque no final, o que realmente importa não é quantas pessoas passaram pela nossa vida, mas quantas permaneceram porque sentiram que eram importantes para nós.


