Desperte minha consciência até que ela sinta a repugnância no pecado

Ezequiel 36:31📖
“Então vocês se lembrarão dos seus caminhos maus e das suas ações que não foram boas; e terão nojo de vocês mesmos, por causa das suas iniquidades e das suas abominações.”

Quando o Espírito traz à tona nossos caminhos maus, não é para nos afundar em culpa estéril, e sim para gerar repugnância santa. O pecado só perde o poder quando deixa de ser tolerável ao coração.

Vivemos dias em que o erro é maquiado, a consciência é anestesiada e a santidade é negociada. Chamamos de “fraqueza” aquilo que a Escritura chama de abominação. Rimos do que deveria nos fazer chorar. E enquanto o pecado não nos causa nojo, ele ainda governa silenciosamente nossas escolhas.

“Desperte minha consciência até que ela sinta a repugnância do pecado.”

Essa não é uma oração confortável — é uma súplica perigosa. Pedir isso é convidar a luz de Deus a invadir os cantos escuros da alma, a expor intenções, afetos e hábitos que aprendemos a justificar. Mas somente uma consciência despertada pode conduzir a um arrependimento verdadeiro.

O arrependimento bíblico não é apenas sentir remorso; é sentir aversão. É olhar para o pecado e dizer: “Isso não me representa mais”. Quando o coração passa a odiar o que antes acariciava, algo profundo aconteceu. A graça não nos torna condescendentes com o pecado — ela nos torna intolerantes a ele.

Deus promete: “vocês se lembrarão… e terão nojo de vocês mesmos”. Não é autodesprezo destrutivo, é quebrantamento redentor. É o momento em que a alma, cansada de se enganar, se rende. E é ali, no pó do arrependimento, que Deus começa a reconstruir com santidade.

Hoje, não peça apenas perdão. Peça olhos para ver o pecado como Deus vê. Peça um coração sensível, uma consciência viva, uma alma que trema diante daquilo que entristece o Espírito. Porque quando o pecado se torna repulsivo, a santidade deixa de ser um peso — e passa a ser um desejo ardente.

Que Deus nos livre de uma consciência calma em um coração contaminado. E nos conceda um arrependimento profundo, que nos afaste do pecado e nos aproxime da vida.

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Alan Ribeiro
Alan Ribeiro

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