
Estamos formando uma geração adoecida. Será mesmo que entregar o futuro dos nossos filhos às telas é um ato de cuidado? Acreditar que o excesso de mimos e a ausência de limites vão prepará-los para a vida real é uma ilusão perigosa. O que estamos fazendo, na prática, é alimentar um ciclo de doenças físicas e emocionais — e ainda chamamos isso de proteção.
Crianças não precisam de mais telas, nem de superproteção disfarçada de amor. Elas precisam de limites, de movimento, de convivência real, de vínculos verdadeiros e, acima de tudo, de pais presentes. A ciência já deixou isso claro: o uso excessivo de telas, o mimo exagerado e a falta de frustrações estão comprometendo seriamente a saúde física e emocional das crianças.
Os reflexos estão diante dos nossos olhos: aumento da obesidade infantil, da ansiedade, da depressão e da dificuldade de lidar com desafios simples da vida. Estudos apontam, de forma cada vez mais contundente, os prejuízos dessa exposição contínua — sedentarismo, isolamento social e atrasos no desenvolvimento emocional e social.
E talvez o dado mais alarmante seja este: não existe um único estudo sério que afirme que crianças precisam desse excesso para se desenvolverem bem. Pelo contrário, tudo indica que a redução dessas práticas pode ser exatamente o que vai salvar esta geração.
É hora de acordar. O tempo está passando, e a conta desse descuido será cobrada no futuro. Ainda dá tempo de mudar, mas é preciso coragem para rever hábitos e assumir o verdadeiro papel de educar.


