A Família como Primeiro Território do Governo de Deus

BOM DIA!

Essa responsabilidade começa no lar. A família é o primeiro território onde o governo de Deus deve ser visível. Marido e esposa são chamados a caminhar juntos, a tomar decisões conscientes e a cuidar do que lhes foi confiado.

Por isso, perguntas precisam ser feitas com seriedade e responsabilidade diante de Deus: qual é o teu plano para este ano? Para os próximos três, cinco, dez, vinte ou trinta anos? Essas perguntas não dizem respeito apenas a dinheiro, mas à direção da vida como um todo — ao cuidado com a família, à formação dos filhos, às escolhas profissionais, ao uso do tempo, à administração dos recursos e ao legado que será deixado. Uma vida sem direção clara não é sinal de humildade espiritual, mas de ausência de governo.

Planejar não é falta de fé; é expressão de sabedoria. A fé bíblica não elimina a necessidade de decisão, organização e visão; ela as orienta. A Escritura nunca opôs confiança em Deus à responsabilidade humana. Pelo contrário, revela que Deus trabalha com pessoas que sabem para onde estão indo e que assumem responsabilidade pelas consequências de suas escolhas. Quem não planeja não vive pela fé, vive à mercê das circunstâncias.

Quando alguém não sabe onde quer chegar, qualquer caminho lhe parece aceitável. Quando não há alvos objetivos, qualquer resultado passa a ser considerado suficiente. Essa postura não produz descanso, mas conformismo. Mediocridade não é fracassar; é se acomodar. É aceitar chegar no meio da montanha e chamar isso de conquista, sem jamais se comprometer com o topo. No Reino de Deus, o chamado não é para sobreviver nem para improvisar, mas para governar a vida com intencionalidade.

Uma vida governada não reage apenas ao que acontece; ela decide à luz do propósito. O Reino não se constrói com decisões tomadas no impulso, mas com escolhas conscientes, feitas em vista do futuro. Cada ano vivido sem direção compromete os anos seguintes; cada decisão sem visão rouba força do amanhã. Por isso, pensar a longo prazo não é orgulho nem presunção, mas responsabilidade com tudo o que Deus confiou — família, tempo, recursos e história.

No Reino, chegar ao topo não significa exaltação pessoal, mas cumprimento do propósito. Subir a montanha exige esforço, disciplina e perseverança, mas é o único caminho para que a vida produza fruto pleno. Deus não chama Seus filhos para uma existência mediana, sem rumo ou sem alvo. Ele chama para uma vida ordenada, governada e frutífera, onde cada passo é dado com consciência, responsabilidade e temor.

Onde há visão, há direção. Onde há direção, há governo. E onde há governo, o fruto permanece.

Nesse sentido, a questão nunca é o que fazer com uma oportunidade específica, mas o que estamos fazendo com a vida como um todo. O Reino não se constrói sobre decisões reativas, mas sobre uma vida intencional. Oportunidades passam; uma vida sem direção permanece perdida.

Isso exige uma mudança profunda de postura. Muitos vivem reagindo a eventos — empregos, mudanças, crises — sem considerar o impacto dessas decisões sobre o todo da vida. O Reino, porém, chama à proatividade. Decidir à luz do que Deus estabeleceu é perguntar não apenas se algo resolve o agora, mas se constrói o futuro para o qual fomos chamados.

JOSIMAR SALUM – ASONE
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Alan Ribeiro
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