O Reino de Deus como Governo integral da vida

BOM DIA!
PARTE 2

Este é o tempo de trazer às famílias da igreja um ensino claro, responsável e maduro sobre a vida e a família sob o ponto de vista financeiro, à luz dos princípios do Reino de Deus.

Não se trata de promover prosperidade como objetivo final, nem de oferecer técnicas financeiras isoladas da fé, mas de compreender a vida como um todo governado por Deus, no qual recursos, decisões e planejamento fazem parte da mordomia que nos foi confiada.

O Reino de Deus não ignora a dimensão material da existência; Ele a ordena, a redime e a submete ao Seu propósito eterno.

Jesus ensinou que o Reino se manifesta quando a vontade de Deus é feita na terra como no céu. Essa afirmação não aponta para um ideal abstrato ou distante, mas para uma expressão concreta da vida que se revela na forma como ela é conduzida. Fazer a vontade de Deus envolve escolhas práticas, prioridades bem definidas e responsabilidade no uso do tempo, dos recursos e das oportunidades. O Reino se manifesta onde há decisões alinhadas ao governo de Deus, e não apenas onde há palavras, emoções ou intenções espirituais.

A Bíblia não apresenta uma vida dividida entre o que é “prático” e o que é “diante de Deus”. Tudo está diante de Deus. Trabalho, família, planejamento, estudo, uso do dinheiro e decisões diárias não estão fora do Seu olhar nem do Seu governo. As Escrituras revelam que, sem ordem na vida cotidiana, não há comunhão saudável com o Senhor. A desorganização, a improvisação e a negligência produzem instabilidade, ainda que o discurso religioso permaneça ativo. O Reino não é um conceito teórico; é o governo de Deus exercido sobre a vida como um todo.

Existe uma tendência recorrente no pensamento religioso de espiritualizar tudo como forma de fugir da responsabilidade. Essa espiritualização não é fé, mas abdicação de governo. Quando decisões que exigem maturidade, diligência e compromisso são substituídas por linguagem espiritual vaga, o resultado é confusão e estagnação. O homem e a mulher de Deus vivem fundamentados na Palavra, não guiados primariamente por sonhos, visões ou profecias desconectadas da obediência, do discernimento e da responsabilidade prática.

A responsabilidade bíblica inclui oração, fé e busca sincera por Deus, mas não se limita a isso. Ela envolve pensamento, discernimento, aprendizado e a assunção consciente da direção da própria vida. Deus não governa pessoas que se recusam a aprender, a crescer e a amadurecer. Quem deseja avançar em qualquer área precisa fazer o dever de casa: ler, estudar, aprofundar-se, desenvolver habilidades, adquirir entendimento e aplicar conhecimento com diligência.

O crescimento exige esmero e investimento. Exige disposição para aprender com pessoas experientes e sábias, e não apenas permanecer entre aqueles cujo horizonte se limita ao que sua estrutura religiosa oferece. A vida no Reino não se sustenta em ambientes emocionais ou experiências pontuais, mas em sabedoria aplicada, decisões conscientes e maturidade progressiva.

A sabedoria que vem de Deus não exclui estudo, conhecimento, experiência e inteligência; ela os ordena. A Escritura afirma que o sábio cresce em entendimento e que o prudente adquire conhecimento. Deus não é glorificado pela ignorância nem pela negligência. Onde há governo, há aprendizado contínuo; onde há maturidade, há responsabilidade assumida.

Viver o Reino é assumir a vida como território do governo de Deus. Não é fugir para o discurso espiritual para evitar decisões difíceis, mas submeter cada área da existência — pensamento, escolhas, trabalho, estudo e relações — à vontade do Pai. É nesse lugar que a vontade de Deus se faz na terra como no céu, e é ali que o Reino se manifesta de forma visível, coerente e frutífera.

jJosimar Salum – ASONE

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Alan Ribeiro
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