Bangu 2 x 1 Flamengo: quando o Carioca resolve lembrar quem manda

O Campeonato Carioca tem esse dom raro: ele não pede licença.
Você entra achando que vai fazer um treino com público, sai lembrando que futebol, no subúrbio, é coisa séria.
Bangu 2 x 1 Flamengo.
Não foi acidente. Foi aviso.
Enquanto o Flamengo entrou em campo como quem foi buscar pão de chinelo, o Bangu entrou como quem defende território. Aos quatro minutos, o time rubro-negro ainda estava tentando descobrir quem era quem quando o placar já dizia: “Aqui não”. Aos doze, a mensagem ficou mais clara: “Aqui, definitivamente, não”.
O Flamengo reagiu, claro. Fez um gol, colocou a bola no chão, trocou passes, simulou controle. Tudo muito bonito. Só esqueceu do detalhe essencial do Carioca: controle sem faca nos dentes não serve pra nada.
Do outro lado, o Bangu jogava aquele futebol clássico de campeonato estadual: cada dividida como se fosse a última da vida, cada bola afastada como um manifesto político. Não tinha “projeto”, tinha urgência. E urgência ganha de projeto em janeiro.
O segundo tempo foi aquele espetáculo conhecido: Flamengo com a bola, Bangu com o relógio. Um correndo atrás do gol, o outro correndo atrás do apito. E o apito, como sempre, teve simpatia por quem acreditou mais.
No fim, o placar ficou ali, humilde e cruel: Bangu 2, Flamengo 1.
Nada que acabe com temporada, nada que defina elenco — mas o suficiente para lembrar que o Carioca não é laboratório, é armadilha.
Moral da história:
no Rio, em janeiro,
ou você entra ligado,
ou sai com meme.
E o Bangu, esse velho conhecido, saiu sorrindo como quem diz:
“Todo ano alguém esquece. Hoje foi você.”

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Alan Ribeiro
Alan Ribeiro

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