
Os candidatos que ficaram fora do segundo turno da eleição presidencial de 2026 adotaram posições diferentes diante da disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) não formaram uma frente única e definiram estratégias distintas para a nova fase da eleição.
Augusto Cury decidiu não declarar apoio a nenhum dos dois candidatos. O escritor afirmou que suas propostas de campanha estão à disposição tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro e disse esperar que o vencedor governe pensando em um “Brasil de esperança”.
Renan Santos também optou pela neutralidade. O candidato do Missão, que recebeu 2,25% dos votos válidos no primeiro turno, afirmou que seus eleitores estão livres para escolher quem apoiar. Apesar de não recomendar nenhum dos dois nomes, Renan declarou acreditar na vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Romeu Zema adotou uma postura mais definida. O ex-governador de Minas Gerais afirmou que será contra o PT onde o partido estiver no segundo turno. Apesar da posição de oposição ao partido de Lula, Zema não declarou formalmente apoio a Flávio Bolsonaro.
Ronaldo Caiado também não anunciou apoio a nenhum dos candidatos. O PSD decidiu liberar seus diretórios estaduais, parlamentares, lideranças e filiados para definirem individualmente suas posições no segundo turno.
Com as decisões, os votos dos candidatos derrotados no primeiro turno não foram direcionados de forma conjunta para nenhum dos concorrentes. Lula e Flávio Bolsonaro terão agora de buscar o apoio dos eleitores que escolheram outras candidaturas na primeira etapa da disputa. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.



