
Fala foi dita em coletiva de imprensa durante caminhada pelo Jardim Guanabara, em Goiânia (GO); candidato voltou a defender equilíbrio fiscal para ampliar investimentos públicos no país
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) disse repudiar o oportunismo eleitoral em torno da recente discussão sobre a figura religiosa de Nossa Senhora Aparecida. Segundo o candidato, cabe aos políticos garantir a liberdade e defender que cada pessoa possa seguir sua religião sem censura ou proibições. Caiado participou de uma caminhada pelo Jardim Guanabara, em Goiânia (GO), nesta segunda-feira (28).
“Repudio violentamente toda e qualquer vinculação [política à religião]. Sou católico praticante, devoto de Nossa Senhora das Graças. Cabe ao político respeitar todas as crenças. Respeitar e garantir que cada um tenha liberdade no exercício daquilo que é a sua fé”, afirmou.
A declaração ocorreu após a viralização de uma informação falsa de que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) apoiaria a retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de Padroeira do Brasil. O projeto que deu origem à alegação foi apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli e arquivado no ano seguinte, sem relação com Flávio, que também negou qualquer vínculo com a proposta. O episódio provocou uma disputa política e judicial envolvendo religião, liberdade de expressão e uso eleitoral da fé.
Durante a coletiva de imprensa, Caiado também afirmou que o embate é fruto do ódio decorrente da polarização e que um governo que busca melhorar o Brasil não pode ser pautado por esse sentimento. “Esse ódio precisa sair do coração do brasileiro e voltar a ter um momento de reflexão e um momento de convivência harmônica entre as pessoas. Eu não faço política dessa maneira”, disse.
Gasto público
Ronaldo Caiado voltou a defender uma Emenda Constitucional que limite o crescimento dos gastos obrigatórios do governo a 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. A proposta também prevê o corte de 25% dos gastos discricionários dos órgãos dos três Poderes da República.
“[Gestão de] gasto público nós mostramos como fazer aqui no estado. Estava quebrado, falido. Atingimos o equilíbrio fiscal e o estado ampliou em tudo: em saúde, educação, segurança pública, programas sociais. O que se precisa no Brasil é saber governar. Mas não só saber governar, é ter autoridade moral para governar”, afirmou.


