
Emedebista mantém serenidade e domínio sobre temas, enquanto o tucano aposta no confronto e vê seu passado novamente alimentar sua rejeição
Daniel Vilela (MDB) saiu do debate da PUC TV como o principal vencedor, na avaliação de analistas e especialistas em marketing político. O governador demonstrou serenidade, domínio dos temas e, sobretudo, controle emocional diante da estratégia agressiva de Marconi Perillo (PSDB), que tentou deslocar a discussão das propostas para o confronto pessoal.
Daniel recusou a armadilha, chegou a pedir calma ao adversário e sugeriu que o tucano aproveitasse o debate para tentar se reconciliar com o eleitorado e reduzir sua rejeição. Quando Marconi o acusou de corrupção, porém, veio o contra-ataque: Daniel lembrou que jamais respondeu a ação penal e apontou que o próprio ex-governador é réu em processo que tramita na Justiça goiana.
Marconi, por sua vez, surpreendeu negativamente. Apesar de mais de duas décadas disputando eleições majoritárias, mostrou ansiedade e permitiu que seu passado, justamente o ativo que ainda sustenta sua competitividade, se transformasse novamente em vulnerabilidade. Wilder Morais (PL) e Luis César Bueno (PT) pouco alteraram essa dinâmica, atuando mais como extensões das candidaturas presidenciais de seus campos políticos do que como protagonistas do debate estadual.
Ao final, a leitura predominante na imprensa especializada colocou Daniel na dianteira e Marconi com o pior desempenho. O debate expôs um paradoxo incômodo para o tucano: o passado que mantém seu nome vivo é também aquele que alimenta sua elevada rejeição.



