Caiado defende programa para reduzir filas do SUS e promete não cortar recursos da Saúde

“Agiliza SUS” prevê priorização de cirurgias por gravidade e integração entre hospitais públicos, privados e filantrópicos; candidato também propôs limite de 50% do PIB para despesas obrigatórias

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu a implantação do programa “Agiliza SUS”, que propõe priorizar cirurgias eletivas de acordo com a gravidade dos casos, além de conectar os sistemas de saúde pública, hospitais privados e instituições filantrópicas para reduzir as filas de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).

“A nossa pretensão é buscar a ampliação da oferta de atendimento, buscando todo o trabalho que existe nos hospitais filantrópicos, públicos e Santas Casas, junto também com os hospitais privados”, afirmou. A declaração foi dada durante entrevista realizada após visita à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, nesta terça-feira (1º).

O candidato ao Palácio do Planalto também garantiu que não haverá cortes na Saúde em seu governo e criticou o projeto de Lei Orçamentária para 2027 sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prevê a redução de R$ 16,6 bilhões nos recursos destinados à Saúde e à Educação já no próximo ano.

Questionado sobre como equilibrar as contas públicas sem promover cortes nessas áreas, Caiado afirmou que eventuais medidas de contenção de despesas terão como alvo as emendas impositivas que não apresentem transparência. “Não vai tirar nem da Saúde nem da Educação. As emendas impositivas serão as primeiras que, como já dissemos, serão retiradas diante da complexidade do quadro fiscal do país”, disse.

O ex-governador de Goiás voltou a defender a criação de um teto para limitar as despesas obrigatórias a 50% do Produto Interno Bruto (PIB). A mudança seria implementada por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), apelidada por ele de “PEC da Emergência Fiscal”. “O ajuste fiscal nosso está encaminhado. Será uma emenda à Constituição brasileira, em que o limite será 50% do PIB. É a emenda constitucional de emergência fiscal. Nós teremos ali resguardado metade do crescimento do país como reserva para irmos atendendo essas exigências maiores”, detalhou.

Supersalários, penduricalhos, benefícios fiscais e isenções de impostos concedidos a segmentos da economia que, segundo Caiado, não geram resultados também foram apontados como alvos de cortes em um eventual governo. “Primeiro, os salários abusivos. Em segundo lugar, seria conter esse gasto administrativo de todos os Poderes e órgãos independentes, como também muitos programas que hoje não têm nenhum resultado social e que, na maioria das vezes, servem apenas para eleger A ou B”, criticou.

Segundo o candidato, medidas dessa natureza poderiam gerar uma economia de cerca de R$ 600 bilhões aos cofres públicos.

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Alan Ribeiro
Alan Ribeiro

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