
Em Goiás o quadro de 2026 não é positivo para o presidente da República. Porque, com a entrada de Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, ele caiu para terceiro lugar, atrás também de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL. Pode, dependendo da circunstância, obter menos votos do que em 2022.
Atento aos números, Lula da Silva verificou que eleitorado de Goiás subiu, em 2026, para 5.081.043. Como fazer para conquistar parte substancial deste eleitorado?
Claro, as “bondades” do governo federal — como a facilidade para comprar veículos elétricos (taxistas e motoristas de aplicativos estão adorando) — tendem a ajudar o postulante petista. Ainda assim, ele não aparece muito bem nas pesquisas de intenção de voto em Goiás.
Por isso, e não por amor ou por ódio, Lula da Silva opera para descartar a candidatura de Luis Cesar Bueno e impor a da deputada federal Adriana Accorsi, que não quer, de jeito nenhum, disputar. Porque sabe que, se postular o governo, tende a passar quatro anos sem mandato. Se o petista-chefe ganhar, vira ministra? É provável. Se perder, terá de se contentar em voltar a trabalhar como delegada da Polícia Civil (umas das melhores, por sinal).
Deputada categorizada e popular, com dois mandatos, Adriana Accorsi, assim como Lula da Silva, está agindo com absoluto pragmatismo. Ela está pensando no seu projeto pessoal. O que é inteiramente legítimo.
Político de valor, Luis Cesar Bueno aparece, no entanto, com apenas 5% das intenções de voto — por isso, na avaliação dos luas-vermelhas do PT nacional, não ajuda o presidenciável Lula da Silva. Estaria “atrapalhando”.
Adriana Accorsi, pelo contrário, aparece nas pesquisas de intenção de voto com pelo menos 10%. Por isso seu “palanque” ajudaria Lula da Silva a obter mais votos em Goiás. Ao menos em tese. Mas o presidente ajudaria a campanha da parlamentar? Talvez muito pouco. Daí a resistência dela. É uma questão de lógica e, insistindo, realismo.
A deputada acusa políticos e jornalistas (que só registram os fatos) de machismo ao supostamente pressioná-la para disputar o governo do Estado. Quando foi candidata a prefeita de Goiânia, duas vezes, não houve nenhuma pressão machista? Eram todas libertárias?
Mas a pergunta de 13 milhões de yuans é outra: Lula da Silva, ao tentar impor Adriana Accorsi como candidata a governadora, está sendo machista? Se está, é possível dizer que o petista-chefe é machista? É o que se depreende da fala de Adriana Accorsi, que está criticando a consequência e deixando de observar a origem verdadeira das informações (de que deve ser candidata a governadora).



