
José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal pelo PSD, confirmou sua intenção de disputar o governo do DF nas eleições de 2026. Em entrevista ao Jornal Opção, ele afirmou que quer retomar o comando do Executivo local com o mesmo espírito de grandeza e ousadia de Juscelino Kubitschek, adotando o lema “É proibido pensar pequeno”.
Arruda atribui sua alta intenção de voto ao legado de sua gestão anterior, marcada por obras de infraestrutura e programas sociais que impactaram diretamente a população, como moradia, bolsas de estudo e distribuição de enxovais. Ele garante que estará elegível, pois o prazo de inelegibilidade de 12 anos se encerra em junho de 2026, e defende que a atual governadora Celina Leão dispute a reeleição para que o voto popular decida o futuro do DF.
O ex-governador faz duras críticas à atual administração, classificando-a como “desgovernada” e irresponsável do ponto de vista fiscal. Ele destaca o rombo de R$ 16 bilhões envolvendo o BRB e o Banco Master, que, segundo ele, comprometerá as próximas gestões com restrições salariais e contratações por até 15 anos.
Entre as principais prioridades de seu possível novo mandato estão a saúde e a mobilidade urbana. Arruda planeja construir hospitais no Recanto das Emas, São Sebastião, Sol Nascente e o Hospital do Câncer, além de ampliar o metrô para Sol Nascente, Águas Lindas, Gama, Entorno e implementar VLTs. Ele lembra que, em seu governo anterior, expandiu o metrô e entregou o Hospital de Santa Maria.
O candidato defende a integração total com o Entorno do DF (Ride), com compartilhamento de transporte, saúde e infraestrutura. Para Arruda, “Brasília não existe sem o Entorno e vice-versa”, criticando o atual “muro” que separa as regiões e a favelização de áreas como Sol Nascente.
Na educação, pretende retomar a construção de 200 escolas de tempo integral. Na segurança, critica interferências políticas nas polícias e promete uso adequado do Fundo Constitucional. Ele ainda fala em corte de despesas, captação de recursos federais e internacionais e gestão profissionalizada, acabando com a politicagem em órgãos como o Iges.
Arruda elogia o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, com quem mantém aliança natural via PSD, e vislumbra potencial dele para a Presidência da República. Reafirma seu posicionamento de centro-direita e liberal na economia, descartando qualquer composição com o PT.
Após 16 anos fora do poder, Arruda diz estar mais maduro, paciente e reflexivo. Lançou recentemente um livro de poesias intitulado “Minhas Estações”, revela-se fã de Chico Buarque e afirma que, apesar de ter sofrido muito, não se sente injustiçado diante dos graves problemas atuais do Brasil. Hoje, diz buscar mais responsabilidade do que poder.
O tom da entrevista é de experiência acumulada, otimismo e foco em infraestrutura, políticas sociais e integração regional, posicionando Arruda como uma alternativa de gestão arrojada para o futuro de Brasília.



