
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil e propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre diversas importações brasileiras. A medida, divulgada nesta segunda-feira (1º de junho de 2026), ainda precisa passar por audiências públicas e a decisão final cabe ao presidente Donald Trump.
De acordo com o relatório, a investigação identificou que determinadas políticas e práticas brasileiras são “irrazoáveis ou discriminatórias” e prejudicam o comércio americano. A análise foi feita com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos EUA adotar medidas retaliatórias.
Principais pontos criticados pelos EUA:
Comércio digital e pagamentos eletrônicos: Decisões judiciais brasileiras que teriam obrigado plataformas americanas a remover conteúdos políticos, suspender contas e pagar multas elevadas. Os EUA também acusam o Brasil de favorecer empresas locais em detrimento de concorrentes americanas no setor de pagamentos.
Tarifas preferenciais: Acordos comerciais do Brasil com México e Índia que concedem vantagens tarifárias a produtos desses países em setores competitivos.
Combate à corrupção: Falta de medidas suficientes para combater suborno e corrupção.
Propriedade Intelectual: Insuficiente combate à pirataria e falsificação, além de demora excessiva na análise de pedidos de patentes (especialmente biofarmacêuticas).
Etanol: Interrupção, desde 2017, do tratamento tarifário equilibrado para o etanol americano.
Desmatamento ilegal: Falha histórica no cumprimento efetivo da legislação ambiental.
Produtos isentos
A proposta de tarifa de 25% não incidirá sobre alguns itens, como materiais informativos, doações e determinados produtos agrícolas (carnes, frutas e café), para evitar desabastecimento no mercado americano.
Próximos passos
O USTR abriu período para comentários públicos até 1º de julho.
A primeira audiência está marcada para 6 de julho.
A decisão final sobre a aplicação da tarifa cabe ao presidente Donald Trump.
O representante comercial americano, Jamieson Greer, afirmou que as conversas com o governo Lula foram “construtivas”, especialmente nas últimas semanas, mas mesmo assim decidiu avançar com a proposta de retaliação.
Os EUA concluíram que o Brasil adota práticas comerciais prejudiciais e propuseram uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras como forma de pressão, com decisão final nas mãos de Donald Trump.



