
Senador do PL gravou vídeo dizendo estar “de alma lavada” com rejeição do indicado ao STF, mas se escondeu na hora decisiva e se absteve no plenário
O senador e pré-candidato ao Governo de Goiás, Wilder Morais (PL) resolveu assumir o papel de protagonista nas redes sociais após a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em vídeo, adotou tom inflamado, afirmou estar “de alma lavada” e disse que o resultado era uma “resposta”, reforçando que “a justiça tarda, mas não falha”.
Mas há um detalhe que desmonta a narrativa: Wilder não votou.
Apesar de estar presente no plenário do Senado durante a sessão, o parlamentar optou por se abster. Ou seja, não registrou o voto. Simplesmente ficou fora da decisão.
Ainda assim, pouco depois, apareceu comemorando como se tivesse participado diretamente do resultado.
A contradição é evidente. No ambiente digital, Wilder fala duro, critica, provoca e tenta capitalizar politicamente o episódio. Já no plenário, onde o voto tem consequência real e fica registrado, preferiu não se comprometer.
O episódio reforça uma prática cada vez mais comum: o político que atua com firmeza diante das câmeras, mas recua quando precisa transformar discurso em voto. Ao se abster, Wilder evitou o desgaste de assumir formalmente uma posição, mas não abriu mão de colher dividendos políticos nas redes sociais.



