
Do chão da rodoviária ao topo do mundo
Nivaldo Batista Lima nasceu em 1989, em Presidente Olegário, interior de Minas Gerais. Filho de um tratorista e de uma lavadeira, ele cresceu em meio à simplicidade do campo. Aos 5 anos, aprendeu os primeiros três acordes no violão com o pai. Ali, nasceu um sonho que ninguém conseguiria apagar.
Aos 9 anos, enquanto a mãe saía de casa, o menino pegou uma carona sem dinheiro, sem planejamento e sem ninguém esperando por ele. Levava apenas o violão e a certeza de que a música era o seu caminho.

Com 13 anos, chegou a Brasília com apenas R$ 2,00 no bolso, às 4h da manhã. O único contato que tinha não atendeu o telefone. A solução? Jogou o boné no chão e cantou na rodoviária por três dias seguidos para conseguir se alimentar. Dormiu no chão frio da rodoviária, sem passar fome graças às moedas que as pessoas deixavam enquanto ele cantava para estranhos.
Brasília não deu certo. Goiânia também não. Duplas que não emplacaram, empresários que prometeram e desapareceram, dois meses comendo miojo todos os dias e aluguel atrasado há 15 meses. Foi quando ele pegou o violão, vendeu por R$ 200,00, comprou uma passagem e voltou para a mãe. Era Natal.

No mesmo dia em que chegou de volta, um primo apareceu com uma proposta: “Vai comigo pra Goiânia. Vamos tentar mais uma vez.” E ele foi. De bar em bar, violão na mão, cantando para donos de boteco verem que ele sabia cantar de verdade.
Enquanto todo mundo corria atrás do sertanejo universitário animado, Gusttavo seguiu na direção contrária. Lançou música romântica. “Rosas, Versos e Vinhos” chegou ao primeiro lugar nas rádios de Goiânia. Vieram shows lotados, turnês internacionais, 40 países, 19 mil pessoas em Portugal e 110 mil no Estádio Azteca, no México.
Gusttavo Lima não chegou onde chegou por sorte. Ele mesmo disse: “O que aconteceu na minha vida foi um milagre, mas um milagre construído com muita luta.”
Enquanto você pensa que ainda é cedo, outros já estão evoluindo. A história dele é prova viva de que persistência, talento e fé movem montanhas — ou, no caso dele, enchem estádios mundo afora.
Hoje, o mundo inteiro canta com o menino que um dia dormiu no chão de rodoviária e cantou por comida. Mental de aço, coração de sertanejo.

Esse é Gusttavo Lima o embaixador da música brasileira, que merece com todos os louros o título de Gente que Faz.



