
O governo quer acabar com a escala 6×1. Soa bem. Trabalhador descansando mais, quem seria contra?
O pequeno empresário. Aquele que não tem lobista em Brasília, não financia campanha, não aparece nas fotos com ministro. Aquele que acorda às 5h, fecha o caixa à meia-noite e ainda assina a frente do banco.
Segundo a Confederação Nacional do Comércio, a mudança pode elevar a folha salarial do setor em 21%, gerando custo adicional de R$ 122 bilhões ao ano. Quem paga essa conta? Não é a Petrobras. Não é o governo. É o dono do bar, do salão, da padaria, da lojinha de bairro.
Como alertou um senador no plenário: “As pessoas acham que o dinheiro cai do céu.”
A grande empresa se adapta. O pequeno fecha as portas — ou demite, ou cai na informalidade.
Mais uma vez, uma lei feita para parecer generosa vai esmagar exatamente quem mais precisa de proteção.
Política boa é a que funciona na vida real — não só no discurso de campanha.


