O calote que quase afundou Goiás — e a conta que precisou ser paga

Dezembro de 2018 marcou um dos momentos mais delicados da história recente de Goiás. No final da gestão de Marconi Perillo, quando o governo foi entregue por José Eliton, o Estado ficou com uma dívida pesada e uma situação financeira extremamente preocupante.

A folha de pagamento de dezembro simplesmente não foi quitada. Um rombo estimado em cerca de R$ 1,6 bilhão foi deixado para o governo seguinte, sem dinheiro em caixa para honrar o compromisso.

O impacto foi imediato e doloroso. Servidores públicos ficaram sem receber seus salários, enfrentando incertezas e dificuldades. Ainda mais grave: valores que haviam sido descontados dos contracheques para pagamento de empréstimos consignados não foram repassados às instituições financeiras. Como consequência, muitos servidores tiveram nomes negativados e perderam acesso ao crédito, mesmo tendo sofrido o desconto em folha.

Foi esse cenário que encontrou o governador eleito, Ronaldo Caiado, ao assumir o comando do Estado em janeiro de 2019. Um governo com contas desequilibradas, salários atrasados, dívidas acumuladas e obras paralisadas.

Diante da crise, a nova gestão iniciou um processo duro de reorganização fiscal. Com medidas de ajuste e controle das contas públicas, o governo buscou colocar as finanças estaduais de volta nos trilhos.

Anos depois, os números passaram a mostrar outra realidade: equilíbrio fiscal, retomada de investimentos e resultados positivos nas contas públicas.

A política pode ter versões diferentes, mas os fatos permanecem registrados na história. E, em Goiás, aquele período ficou marcado como um dos maiores desafios financeiros já enfrentados pelo Estado.

Compartilhe seu amor
Alan Ribeiro
Alan Ribeiro

Alan inicia seus trabalhos com o único objetivo, trazer a todos informação de qualidade, com opinião de pessoas da mais alta competência em suas áreas de atuação.

Artigos: 22102