
Com mais de 1,6 mil cirurgias realizadas, o Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi é referência no estado neste tipo de procedimento
Na semana em que se celebra o Dia Mundial de Combate à Obesidade (4/3), o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realiza no Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG) uma força-tarefa de cirurgias bariátricas. O objetivo é reduzir a fila de espera pelos procedimentos, uma vez que a unidade de saúde é a única no estado habilitada para a realização dos procedimentos. A ação será realizada entre os dias 2 e 6 de março, por meio do Programa de Controle e Cirurgia da Obesidade (PCCO).
Desde que o HGG iniciou o serviço, em 2012, já foram feitos mais de 1,6 mil procedimentos, sendo que, em 2025, foram 201. Para o médico Luiznei Rocha, que integra a equipe do PCCO, o mutirão de cirurgias bariátricas é um reflexo do compromisso contínuo do HGG e do Governo de Goiás em oferecer tratamento de alta complexidade para a obesidade.
“O PCCO é hoje um programa pioneiro e de suma importância para a saúde pública em Goiás, atuando como a única referência estadual habilitada pelo SUS para a realização desses procedimentos. Com mais de 15 anos de experiência na área, vejo diariamente o impacto transformador que esses procedimentos têm na vida dos pacientes, não apenas na perda de peso, mas na melhora significativa de comorbidades e na recuperação da qualidade de vida. A expertise e estrutura do nosso serviço nos permitem acelerar o acesso a essas cirurgias essenciais, reduzindo as filas e devolvendo a saúde e a esperança a quem precisa”, destacou o especialista.
No HGG, a cirurgia bariátrica é indicada para pacientes que possuem obesidade grau III, com o Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40, e que por meio do tratamento clínico não obtiveram sucesso no controle de peso e atenderam aos critérios. Outras comorbidades, como colesterol alto, esteatose hepática (gordura no fígado) e hipertensão, associadas a IMC entre 35 e 40, também reforçam a sugestão da cirurgia.
A inclusão no Programa de Controle e Cirurgia da Obesidade no HGG é feita por meio de encaminhamento do paciente na Atenção Básica do município onde reside. O encaminhamento é conduzido pela Secretaria de Saúde Municipal e depende da disponibilidade de vagas no SUS.
“No HGG, nosso Programa de Controle e Cirurgia da Obesidade oferece um suporte completo, desde o pré-operatório com uma avaliação multidisciplinar detalhada — envolvendo acompanhamento psicológico, nutricional, endocrinológico e clínico — até o pós-operatório contínuo. Essa visão integral é crucial para o sucesso a longo prazo e para que o paciente alcance uma vida mais saudável e plena. Estamos dedicados a combater essa epidemia com ciência, empatia e acesso ao melhor tratamento disponível”, reforça o médico Luiznei Rocha.
Eibil Silva de Paula, um dos pacientes beneficiados pelo PCCO do HGG, relata que o acompanhamento multiprofissional e o cumprimento rigoroso das orientações foram determinantes para o sucesso do procedimento. “O acompanhamento foi ótimo, tudo muito bem organizado desde o início. No pré-operatório, recebi todas as orientações, fiz todos os exames solicitados e tive total suporte dos médicos e da equipe multidisciplinar. Desde o começo do tratamento até agora, já perdi 95 quilos. Estou seguindo todas as recomendações, mantendo a dieta e a rotina de exercícios, e os resultados mostram que valeu a pena. Para mim, está sendo uma experiência maravilhosa”, afirma.
Dia Mundial
O Dia Mundial da Obesidade tem como objetivo conscientizar a população sobre a obesidade como uma doença crônica, multifatorial e complexa, que exige prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado. A data mobiliza instituições de saúde, governos e sociedade civil para discutir fatores de risco, como alimentação inadequada, sedentarismo, determinantes sociais, aspectos genéticos e ambientais.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade aumentou significativamente nas últimas décadas e está associada a diversas doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Em Goiás, dados da pesquisa Vigitel 2025 apontam que 25,7% da população acima de 18 anos convive com a obesidade. Já o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) do Ministério da Saúde indica que 494 mil pessoas no estado são consideradas obesas.
Foto: Iron Braz
Secretaria da Saúde – Governo de Goiás

