
Se eu pudesse escrever uma carta ao meu eu de ontem, ela seria cheia de calma, fé e esperança.
Querido eu de ontem,
Eu sei que o coração anda apertado. Sei das dúvidas que tiram o sono, dos medos silenciosos e da sensação de que você está caminhando sem enxergar o destino. Eu sei que, às vezes, a esperança parece pequena diante dos desafios.
Mas escute com atenção: não desista.
Haverá dias difíceis. Você ainda vai tropeçar, errar, se sentir perdido e até questionar se está no caminho certo. Em alguns momentos, a solidão vai parecer pesada e algumas despedidas vão doer mais do que você imaginava.
Mas acredite: tudo isso está te moldando.
As dores que hoje parecem grandes demais se transformarão em sabedoria. As perdas abrirão espaço para novos encontros. O silêncio vai te ensinar a ouvir a si mesmo. E você vai aprender algo essencial: estar só não é estar perdido, é muitas vezes o início do reencontro com quem você realmente é.
O tempo que você acha que está perdendo está, na verdade, te preparando. Cada lágrima, cada tentativa frustrada, cada cicatriz — tudo isso será prova da sua força.
E quanto aos sonhos? Aqueles que hoje parecem distantes ou impossíveis… eles não foram esquecidos. Eles estão apenas esperando você crescer, amadurecer e se tornar a pessoa capaz de realizá-los.
Continue. Tenha fé. Confie no processo.
Um dia, você vai olhar para trás e perceber que nada foi em vão. Nem as quedas, nem as esperas, nem as dores. Tudo fez sentido. Tudo te trouxe até aqui
Com carinho,
Seu eu do futuro.


