
Um viajante seguia há dias pela estrada, carregando um grande peso nas costas. O cansaço já não era só do corpo, era da alma. Ao cair da noite, avistou uma casa simples, iluminada por dentro, sinal de abrigo e descanso.
Ao tentar entrar apressado, não conseguiu. A porta era muito baixa. Um morador, percebendo a dificuldade, disse com calma:
— Para entrar aqui, é preciso se curvar.
O viajante então se abaixou, deixou o peso do lado de fora e, ao atravessar a porta, encontrou descanso, silêncio e paz.
Assim também é com Deus. Há lugares de paz, de cura e de recomeço que não se acessam com pressa, orgulho ou excesso de carga. Só entra quem aprende a se curvar, a soltar o peso e a confiar. Às vezes, não é a porta que é pequena demais — é o fardo que está grande demais.


