
Já parou para pensar que, muitas vezes, não é apenas o que vivemos que nos marca, mas principalmente aquilo que ficou pelo caminho? O abraço que não aconteceu, a despedida adiada, a palavra guardada no peito por medo ou falta de tempo. São esses silêncios que gritam mais alto. São as histórias interrompidas que insistem em nos visitar.
A vida não é feita só de fatos concretos, mas também de possibilidades. Do amor que não voltou, do sonho que ficou no rascunho, do encontro que o tempo levou sem aviso. As lacunas doem, machucam, pesam. Mas também ensinam.
Ensinam que o agora é precioso. Que cada gesto conta. Que cada palavra dita no tempo certo pode mudar tudo. No fim das contas, raramente nos arrependemos do que tentamos. O arrependimento maior mora sempre no que deixamos escapar.
Então fica a reflexão: o que você ainda está adiando viver?


