Chuvas intensas marcam o mês de janeiro até hoje

Data: 23/01/2026

Caracterização do evento a partir de dados OFICIAIS do Laboratório de Climatologia IGEO/UFCAT
Entre os dias 21 e 22 de janeiro de 2026, foi registrado mais um evento de chuva intensa na região sudeste de Goiás, com destaque inicial para o município de Ipameri (GO).

Em Ipameri, o acumulado de precipitação no mês de janeiro de 2026 totalizou 278,4 mm até o dia 22/01, valor que corresponde a aproximadamente 102% da média climatológica mensal do INMET (272,2 mm), indicando precipitação ligeiramente acima da normal climatológica.

Destaca-se ainda o evento extremo ocorrido em 06/01/2026, quando foram registrados 80,4 mm em apenas 24 horas, volume equivalente a cerca de 30% da precipitação média esperada para todo o mês, caracterizando um episódio significativo de chuva concentrada.

No município de Catalão (GO), entre os dias 21 e 22 de janeiro de 2026, foi registrada precipitação acumulada de 69,0 mm em 24 horas, conforme dados da Estação Automática do INMET. Com esse evento, o acumulado pluviométrico mensal atingiu 320,6 mm até 22/01, o que representa cerca de 118% da média climatológica mensal (272 mm), caracterizando precipitação acima da normal climatológica e um cenário favorável à ocorrência de impactos associados ao excesso de chuva.

De acordo com dados do Pluviômetro do CIMEHGO, instalado no Corpo de Bombeiros, foram registrados os seguintes acumulados de precipitação entre os dias 21 e 22/01/2026:

Ipameri: 55,8 mm
Catalão: 46,2 mm
Goiandira: 44,4 mm
Cumari: 39,0 mm
Anhanguera: 58,8 mm
Ouvidor: 45,4 mm
Três Ranchos: 57,6 mm
Davinópolis: 80,2 mm
Nova Aurora: 38,8 mm
Pires do Rio: 36,8 mm
Caldas Novas: 43,2 mm
Orizona: 38,6 mm
Vianópolis: 54,4 mm
Cristianópolis: 55,0 mm
Marzagão: 36,6 mm
Corumbaíba: 45,0 mm

Condições meteorológicas associadas

Durante esta sexta-feira e sábado, observa-se a continuidade da atuação da 2ª Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) de 2026, sistema meteorológico de grande escala responsável pela formação de um corredor persistente de umidade.

Esse sistema promove o transporte contínuo de umidade da Amazônia, atravessando o Brasil Central e alcançando a região Sudeste, favorecendo o aumento da nebulosidade sobre o estado de Goiás e a ocorrência de chuvas frequentes e volumosas, muitas vezes concentradas em curtos intervalos de tempo.

Riscos associados

Em função da elevada instabilidade atmosférica, o risco de tempestades severas é considerado alto, especialmente durante os períodos de maior organização da ZCAS. Esses eventos podem ser acompanhados por:
Chuvas intensas, com taxas entre 20 e 40 mm/h ou acumulados diários próximos ou superiores a 70 mm;
Descargas elétricas (raios);
Rajadas de vento superiores a 60 km/h.
Essas condições elevam significativamente o potencial para alagamentos, enxurradas, elevação rápida do nível de cursos d’água e transtornos em áreas urbanas, sobretudo em locais com drenagem deficiente.

Considerações finais

Recomenda-se atenção redobrada por parte dos órgãos de monitoramento e da Defesa Civil, bem como o acompanhamento contínuo das atualizações meteorológicas, enquanto persistirem as condições associadas à ZCAS.

A população deve ser devidamente orientada quanto aos riscos decorrentes de tempestades severas, especialmente em áreas suscetíveis a inundações, enxurradas e quedas no fornecimento de energia elétrica.

Informações: Professor Rafael de Ávila Rodrigues
Laboratório de Climatologia – IGEO/UFCAT
Fonte: CIMEHGO / INMET

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    Alan Ribeiro
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