
A tempestade lá fora nunca terá poder suficiente para anular a Paz que habita do lado de dentro.
Existem dias em que o céu fecha sem aviso prévio. A chuva cai pesada, molhando nossos planos, encharcando nossa esperança e trazendo aquele frio na espinha que só quem já se sentiu pequeno diante da vida conhece. O barco balança, a madeira range e a água parece querer entrar por todos os lados. É o cenário perfeito para o medo assumir o comando.
Mas a imagem descrita acima nos lembra de um detalhe que muda toda a narrativa: a Presença.
Ter Jesus no barco não significa que o dia será sempre de sol e mar calmo. Significa que, mesmo no dia ruim, o naufrágio não é uma opção. A diferença entre o desespero e a confiança não está na ausência das ondas, mas na certeza de Quem está navegando conosco.
Muitas vezes, focamos tanto no barulho do trovão que esquecemos da autoridade daquele que dorme tranquilo na popa. Ele não se desespera com o que nos assusta. E se Ele está no barco, o destino final é a travessia, não o fundo do mar.
A fé não é um escudo contra dias difíceis, é a âncora que nos mantém firmes enquanto eles passam. Porque eles passam. E quando o sol voltar — porque ele sempre volta — você perceberá que sobreviveu não pela força do seu braço, mas pela companhia que carregava.
O dia pode ser ruim. O tempo pode ser feio. Mas o Capitão é soberano.


