
BOM DIA!
Tiago 4:14
A Escritura nos obriga a encarar uma verdade que o coração natural prefere esquecer: nossa vida, por mais planejada que pareça, é frágil, breve e inteiramente dependente de Deus. O vapor não anuncia quando surge, não controla quanto tempo permanece, nem decide como se dissipa. Assim é o homem diante do Altíssimo — existimos porque somos sustentados, e desaparecemos quando Ele assim o permite.
O grande engano do coração humano é viver como se o amanhã fosse garantido. Planejamos, acumulamos, adiamos o arrependimento e tratamos a eternidade como algo distante, quando na verdade ela já nos envolve. A brevidade da vida não é dada para nos lançar ao desespero, mas para nos conduzir à sobriedade espiritual. Quem entende que é vapor aprende a viver de joelhos.
O tempo curto da vida revela o peso eterno da alma. Se tudo termina tão rápido, então somente aquilo que é feito em comunhão com Deus possui valor duradouro. O mundo passa, as ambições se dissipam, os aplausos silenciam — mas a obra da graça no coração permanece. A vida não é medida pela sua duração, mas por sua direção: se caminha para Deus ou se perde longe d’Ele.
Este versículo nos chama a mortificar a ilusão do controle e a submeter cada plano à vontade soberana do Senhor. A pergunta não é quanto tempo viveremos, mas para quem estamos vivendo enquanto o vapor ainda é visível. Feliz é o homem que, consciente da sua brevidade, se apega Àquele que é eterno.
Senhor, ensina-nos a viver à luz da eternidade. Que a consciência de nossa fragilidade nos leve a buscar Tua graça com urgência, a odiar o pecado com seriedade e a amar a Cristo acima de tudo.

