
Existe um cansaço que não vem do trabalho, nem da rotina pesada. Ele nasce do fingimento. Fingir que está tudo bem quando por dentro tudo pede socorro cria um vazio silencioso — desses que ninguém vê, mas o corpo sente. A mente pesa, o coração aperta e a alma perde o brilho.
Dizer a verdade nem sempre é confortável. Às vezes dói. Mas é uma dor limpa, que acontece uma vez só e abre espaço para a cura. A mentira, não. Ela se repete todos os dias, se acumula, vira tensão, ansiedade e um desgaste que corrói por dentro. Quem mente para o mundo, mais cedo ou mais tarde, começa a mentir para si mesmo — e isso cobra um preço alto.
A verdade é libertadora porque ela alinha o que sentimos com o que vivemos. Ela nos devolve o controle, a dignidade e a paz interior. Não é sobre sair falando tudo para todos, é sobre não abandonar a própria consciência. É olhar no espelho e reconhecer limites, dores, falhas e também esperanças.
2026 não pede aparência. Pede honestidade. Honestidade com a própria história, com os próprios sentimentos e com as escolhas que precisam ser feitas. Viver em verdade não elimina os problemas, mas fortalece para enfrentá-los sem máscaras.
Seja verdadeiro. Nem que seja só com você. Porque viver em paz começa quando a alma para de fingir.


