
BOM DIA!
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem-presente na angústia. Portanto, não temeremos, ainda que a terra se transtorne…”
— Salmos 46:1-2
Vivemos em um mundo marcado pelo abalo. Nações se agitam, estruturas antes consideradas firmes se desfazem, e aquilo que parecia seguro revela sua fragilidade. O salmista não ignora essa realidade; ele a encara de frente: “ainda que a terra se transtorne”. A fé bíblica não nasce da negação do caos, mas da certeza de que, acima dele, Deus permanece o mesmo.
O refúgio do crente não está na estabilidade das circunstâncias, mas na estabilidade do próprio Deus. Ele não muda quando o mundo muda. Não enfraquece quando a terra treme. Não se ausenta quando a angústia se aproxima. Pelo contrário, Ele se revela como socorro bem-presente — não distante, não tardio, não incerto.
A alma que compreende isso aprende a repousar. Não porque o perigo deixou de existir, mas porque Deus continua sendo quem sempre foi. O descanso do crente nasce da contemplação do caráter divino: um Deus firme, eterno, soberano e absolutamente confiável. Quando tudo ao redor oscila, essa certeza sustenta o coração.
O medo surge quando depositamos nossa segurança no que é mutável. A paz floresce quando aprendemos a ancorar a alma naquele que jamais sofre variação. O mundo pode estremecer; montes podem se mover; sistemas podem ruir. Ainda assim, o crente encontra descanso, pois sua esperança não repousa no visível, mas no Deus que governa todas as coisas com perfeição imutável.
Essa verdade nos chama a um exame sincero: onde está nosso refúgio? No conforto passageiro ou no Deus eterno? Na força humana ou na fortaleza divina? A fé madura abandona falsas seguranças e se lança inteiramente naquele que nunca falha.


