
Alan Ribeiro
Caros leitores do Blog do Alan Ribeiro,
O mundo acordou neste 3 de janeiro de 2026 com uma notícia que parece saída de um filme de ação hollywoodiano: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que forças americanas capturaram o ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, removendo-os do país por via aérea após um “ataque de grande escala” contra a Venezuela.
Em postagem na sua rede social Truth Social, Trump declarou: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, junto com sua esposa, capturado e retirado do país em avião”. Ele prometeu mais detalhes em uma coletiva de imprensa marcada para hoje.
A operação ocorreu na madrugada, com relatos de pelo menos sete explosões em Caracas, tremores, colunas de fumaça em instalações militares, voos baixos de aeronaves e blecautes em áreas próximas à base aérea de La Carlota e ao complexo militar Fuerte Tiuna. Moradores da capital venezuelana descreveram cenas de pânico nas ruas.
Do lado venezuelano, o governo de Maduro reagiu rapidamente, emitindo um comunicado acusando os EUA de “agressão imperialista” com o objetivo de tomar os recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais. Declararam estado de “Comoção Exterior”, mobilizaram forças armadas e convocaram a população para uma “luta armada” em defesa da soberania. Até o momento, Caracas não confirmou a captura de Maduro, o que deixa a situação ainda mais incerta.
Contexto da escalada
Essa ação não surge do nada. Desde o ano passado, Trump intensificou a pressão sobre o regime chavista: ofereceu recompensa de US$ 50 milhões pela captura de Maduro (acusado de liderar o “Cartel de los Soles” e narcoterrorismo), reforçou presença militar no Caribe, apreendeu navios petroleiros venezuelanos e realizou ataques a embarcações supostamente ligadas ao tráfico. Em novembro, houve até uma conversa telefônica entre Trump e Maduro, mas sem avanços.
Para os EUA, Maduro é um narcotraficante e ditador ilegítimo, especialmente após as eleições fraudadas de 2024. Para o regime venezuelano e seus aliados, trata-se de uma invasão imperialista em busca do petróleo – as maiores reservas comprovadas do mundo.
O que vem pela frente?
Se confirmada, essa captura representa o fim de uma era na Venezuela e uma vitória estratégica para Trump, que cumpre promessas de campanha de combater “narcoterroristas”. Mas abre um cenário de instabilidade: quem assume o poder em Caracas? A vice-presidente Delcy Rodríguez? Há risco de resistência armada ou guerra civil? E as reações internacionais – da América Latina, China, Rússia?
Estamos diante de um momento histórico e volátil.
Fiquem atentos às atualizações, pois os próximos horas e dias prometem ser decisivos.
Alan Ribeiro


